Cai presidente da Mangueira

Motivo foi a homenagem a Fernandinho Beira-Mar

Pedro Dantas, RIO, O Estadao de S.Paulo

07 de dezembro de 2007 | 00h00

O presidente da Mangueira e policial militar aposentado, Percival Pires, renunciou ontem ao cargo. Ele não resistiu à repercussão da divulgação das imagens em que aparece entregando uma placa de homenagem ao casal de traficantes Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e Jacqueline Alcântara de Moraes na festa de casamento promovida pela noiva em um condomínio na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, no dia 20 de outubro. Preso em Campo Grande (MS), Beira-Mar não esteve na festa. Fotos e vídeos do evento foram apreendidos pela Polícia Federal no dia 22, quando Jacqueline foi presa, acusada de chefiar o tráfico de drogas a mando de Beira-Mar. Pires, que na primeira entrevista sobre o caso definiu Jacqueline como "querida amiga mangueirense", ontem tentou recuar, mas caiu em contradição. "Fui convidado pela Jacqueline para abrilhantar a festa de casamento dela e lá soube que o noivo era ele", disse. No entanto, reconheceu que viu notícias sobre o casamento do traficante pela imprensa e conhece Jacqueline há anos. Ainda disse que ela desfilou "várias vezes" pela escola. Vice-presidente da Mangueira há seis anos, Eli Gonçalves da Silva, a Chininha, assumiu o cargo. O comando da escola admitiu que houve pressão dos patrocinadores dos projetos sociais e do carnaval deste ano, orçado em R$ 4,5 milhões, para que se resolvesse a questão. Para evitar a centralização das decisões na presidência, uma comissão com três integrantes da diretoria da escola vai ser formada para decidir quais convites a Mangueira deve aceitar para se apresentar em casamentos, embaixadas e outros eventos.

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