Cai vantagem, mas Lula venceria no 1º turno, diz CNT/Sensus

A pesquisa CNT/Sensus aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seria reeleito no primeiro turno, se a eleição presidencial fosse hoje, apesar de a distância entre ele o candidato da coligação PSDB/PFL, Geraldo Alckmin, ter diminuído. Contando os votos válidos, Lula teria 55,1%: Alckmin, com 34%; Heloísa Helena, com 6,7% e Cristovam Buarque com 1,7%. Em relação a pesquisa realizada em maio, Lula passou de 42,7% para 44,1%, enquanto Alckmin subiu de 20,3% para 27,2%. Lula venceria no primeiro turno porque a diferença entre a intenção do primeiro colocado e a soma das demais candidaturas é superior à margem de erro da pesquisa que é de 3 pontos porcentuais.A candidato do PSOL, senadora Heloísa Helena (AL)foi escolhida por 5,4% dos entrevistados e 1,4% preferiram o candidato do PDT, senador Cristovam Buarque (DF). Na última pesquisa Heloísa Helena estava com 8% e Cristovam, com 0,5%. Foram ouvidas 2 mil pessoas em 195 municípios de 24 Estados, entre os dias 4 e 6.O diretor da Sensus Ricardo Guedes disse que, tecnicamente, não se poderia comparar o resultado das duas pesquisas, uma vez que a lista de candidatos era diferente em maio. Naquela época, estava incluído também o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (PE), além de Lula, Alckmin, Cristovam e Helena. Segundo turnoNas simulações de segundo turno, o presidente Lula venceria com grande margem qualquer um dos candidatos. Num cenário com Alckmin, Lula seria reeleito com 48,6% e o tucano teria 35,8% das preferências. Na pesquisa anterior, Lula ficou com 48,8% das preferências e Alckmin 31,3%.Segundo o diretor do Sensus, Lula teria uma posição confortável. Se a disputa de um segundo turno fosse entre Lula e a candidata do PSOL. O petista teria 54,7% dos votos e a senadora 22,6%. No caso de um segundo turno com o candidato do PDT, Cristovam Buarque, Lula ficaria com 58,8% e o senador do PDT 13,8%.RejeiçãoA rejeição dos eleitores ao presidente Lula oscilou de 34,7% em maio para 32,4% em julho. A de Alckmin dinimuiu: de 40,6% para 35,8%. Segundo Ricardo Guedes, com esta queda na rejeição, o tucano está, agora, dentro do limite competitivo, já que candidatos com rejeição superior a 40% estão fora do páreo eleitoral. Ele atribuiu a redução da rejeição de Alckmin ao amortecimento dos problemas de criminalidade em São Paulo envolvendo o PCC - ocorridos em maio - e também ao fato de o candidato estar mais conhecido. Heloísa Helena também conseguiu reduzir seu índice de rejeição: caiu de 50,7% para 46,4% de maio para julho e Cristovam Buarque, do PDT, que não constava na pesquisa anterior, registrou rejeição de 45,3%.A pesquisa CNT/Sensus mostra também que o índice de desconhecimento de desconhecimento de Alckmin caiu de 12,2% para 7,1%, enquanto que o de Lula teve oscilação pequena e ficou em 0,7%. Heloísa Helena oscilou de 19% para 17,6%. Cristovam Buarque é desconhecido por 34,1% dos entrevistados.Matéria alterada para o acréscimo de informação

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