Caixas-pretas do voo 447 estão em área do tamanho de Paris, diz governo francês

Descoberta de um possível sinal do equipamento levou à redução no raio da busca no Atântico

estadão.com.br,

06 de maio de 2010 | 14h28

PARIS - As caixas-pretas do voo 447 da Air France estão em uma área do tamanho de Paris no fundo do Oceano Atlântico, anunciou nesta quinta-feira, 6, o porta-voz do Ministério da Defesa francês, general Christian Baptiste. Segundo ele, a zona "é muito menor" do que os 2 mil quilômetros quadrados em que as buscas se concentravam em abril. "Significa que encontraremos as caixas-pretas? Estamos longe de saber", acrescentou.

 

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O Ministério da Defesa disse que o avanço nas investigações resultou de uma análise detalhada das leituras de sonares feitas nas primeiras semanas depois do Airbus A330 da Air France ter caído no Atlântico em 1 de junho do ano passado, matando 228 pessoas.

 

A descoberta de um possível sinal de pelo menos uma das caixas-pretas que estavam a bordo do Airbus permitiu aos especialistas reduzir o raio da busca a alguns quilômetros quadrados, dos vários milhares de quilômetros iniciais.

 

A recuperação das caixas-pretas é vista como essencial para ajudar os especialistas em desastres aéreos e os parentes dos mortos a entender exatamente o que levou o voo 447 a mergulhar em um local remoto do Atlântico durante uma tempestade equatorial, quando fazia a trajetória entre Rio de Janeiro e Paris. Os gravadores de voo, ou caixas-pretas, são projetados para emitir sinais de localização por cerca de 30 dias.

 

Dois navios sofisticados de busca de destroços, usando minissubmarinos, vêm vasculhando uma área de 3 mil metros quadrados para tentar localizar os destroços do avião. Baptiste disse que a busca agora se concentra em uma área a aproximadamente 400 quilômetros a noroeste das ilhas brasileiras de São Pedro e São Paulo.

 

A Air France qualificou o avanço como "uma notícia excelente". Uma porta-voz do órgão francês de investigação de acidentes aéreos, BEA, disse que a Air France e a Airbus já gastaram cerca de 13 milhões de euros com as buscas, e organismos governamentais franceses, cerca de 15 milhões de euros.

 

(Com informações da  Associated Press e Reuters)

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