Câmara ainda está longe de construir uma proposta

Com um formato teórico e discussão mais aberta do que a comissão do Senado, o colegiado que debate a reforma política na Câmara ainda está longe de construir uma proposta. Até agora os deputados usaram as reuniões para debater ideias sobre diversos temas e fizeram discussão mais aprofundada apenas sobre os sistemas de votação para deputado e vereador, como lista fechada, voto distrital ou majoritário. Não partiram, porém, para uma decisão sobre o tema.

Eduardo Bresciani e Andrea Jubé Vianna, O Estado de S.Paulo

13 Abril 2011 | 00h00

Uma das diferenças mais marcantes entre as comissões está na participação externa. Já foram ouvidos em audiências representantes de entidades da sociedade civil e após a Semana Santa serão realizados seminários em Estados das cinco regiões do País para debater a reforma.

O ritmo mais lento da Câmara tem levado os partidos a se articular de forma mais organizada. A bancada do PMDB instalou ontem uma comissão interna de reforma política para tentar construir um consenso em torno do voto majoritário para deputados e vereadores - o chamado "distritão" - idealizado pelo vice-presidente Michel Temer.

Questionado se a fragmentação do debate não tumultua a reforma, o deputado Mendes Ribeiro (PMDB-RS) disse que é preciso "costurar" a proposta em várias frentes para alcançar o consenso.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.