Câmara aprova ''cotão'' e aumenta verba de líderes

Um ato da Mesa Diretora da Câmara vai engordar o caixa ao dispor dos líderes dos partidos para custear gastos com a atividade parlamentar. Na última reunião do semestre, ontem, foi aprovada a proposta do líder do PT na Casa, Paulo Teixeira (SP), que permite a transferência da cota parlamentar extra dos vice-líderes - o cotão - para a administração do comandante da bancada.

Denise Madueño / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

13 Julho 2011 | 00h00

O PT, maior partido da Câmara, tem 22 vice-líderes e, por isso, Teixeira terá em mãos até R$ 27.379,88 para acrescentar à sua cota extra para as atividades da bancada. Líderes, vice-líderes, presidentes e vice-presidentes de comissões permanentes terão R$ 1.244,54 extras, além da verba indenizatória individual.

A quantidade de vice-líderes é proporcional ao número de deputados de cada bancada ou bloco parlamentar. Os lideres do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), e da minoria, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), também têm os seus ajudantes. O líder do governo pode ter 8 vice-líderes e o da minoria, 5. O PMDB têm 18 vice-líderes. O Psol, apenas 1.

Para aprovar a mudança, os integrantes da Mesa ponderaram que não haverá aumento de despesa para a Câmara, mas apenas o remanejamento de verbas já existentes. Não passou, porém, outra ideia de Teixeira, de se repassar 10% da cota individual de cada deputado para o líder da bancada.

A verba parlamentar varia de acordo com a distância entre o Estado de origem do deputado e Brasília. A menor, do Distrito Federal, é de R$ 23.033,13 por mês, e a maior, dos deputados de Roraima, R$ 34.258,50. O dinheiro pode ser usado com passagens aéreas, aluguel com escritórios no Estado, consultorias, alimentação, transporte e gasolina, entre outros gastos.

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