Câmara de Barreiras contrata fantasma para cargo fantasma

O presidente da Câmara de Barreiras, no oeste baiano, Heronildo Rodrigues Souza (PTB) está sendo acusado de improbidade administrativa por ter contratado Ueslei Clei Queiroz como chefe da divisão de processamento de dados da Câmara com um salário de R$ 780,78. O detalhe é que o legislativo barreirense não dispõe de um setor de informática. Além disso, Queiroz freqüenta o curso de Odontologia da Universidade Federal de Goiás.Diante das irregularidades, o promotor de Justiça de Barreiras Wilson Henrique Figueiredo decidiu mover uma ação de improbidade administrativa contra Souza e Queiroz. Queiroz ocupou o cargo de fevereiro a setembro deste ano, quando foi demitido assim que o representante do Ministério Público passou a investigar o caso. Vários funcionários da Câmara foram ouvidos pelo promotor confirmando que nunca viram Queiroz no trabalho e tampouco souberam que o local dispunha de núcleo de processamento de dados.O vereador justificou a contratação dizendo que a Câmara de Barreiras não controla a freqüência dos servidores "em virtude do espaço físico diminuto do local, bem como ser pequeno seu corpo de funcionários", o que supostamente impediria "tecnicamente" destacar um servidor para essa ocupação. No seu requerimento, onde pede a abertura de processo contra os acusados, o promotor diz que Souza "apresentou uma versão eivada de nuanças inverossímeis e ardilosas" que servem como uma verdadeira "versão confessória".

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