Câmara de Campinas quer decidir cassação de prefeito até amanhã

Acordo reduziu volume de páginas a serem lidas em plenário, mas vereadores já marcaram sessão no fim de semana

Tatiana Fávaro / CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

19 Agosto 2011 | 00h00

A Câmara de Campinas abriu ontem cedo a sessão de julgamento do pedido de impeachment do prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) com duas decisões. Primeiro, um acordo entre a defesa do prefeito e os vereadores suprimiu a leitura de 600 das 1.649 páginas do processo sobre as supostas irregularidades do prefeito - ele é acusado de fraudes em loteamentos, na instalação de telefonia celular e em contratos de saneamento. Além disso, foi aprovada a convocação de sessão extra para amanhã - uma tentativa de decidir o assunto ainda nesta semana.

Um esquema de segurança especial foi organizado pela Câmara, com ajuda da Guarda Civil e da Polícia Militar. Havia razões para isso: já na madrugada de ontem oposicionistas com camisetas e faixas com o dizer "Fora Hélio!" estavam acampados na praça em frente à Câmara. A entrada no plenário é controlada por senhas e a Casa proibiu faixas, cartazes, apitos e material semelhante. Um telão foi instalado na entrada principal, na Avenida Roberto Mange, para transmitir a sessão.

As páginas que deixarão de ser lidas são documentos do Ministério Público anexados ao processo. Uma segunda fase começará após a conclusão da leitura, com o pronunciamento dos vereadores. Cada um dos 33 que compõem a Casa poderá falar por 15 minutos. Depois disso, o prefeito terá duas horas para defesa, que pode ser feita por ele mesmo ou por um representante. Só então cada uma das três denúncias contra Santos será votada em plenário, separadamente. Para cassar o mandato são necessários 22 votos em cada denúncia.

O advogado Alberto Rollo já adiantou que vai embasar sua defesa na falta de provas contra o prefeito. Para ele, a decisão de fazer a sessão correr de forma ininterrupta também foi política.

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