Câmara de São Paulo troca carros próprios por alugados

Os vereadores da cidade de São Paulo terão carros oficiais novos quando voltarem do recesso parlamentar, em agosto. Nesta quinta-feira foi escolhida a empresa que fornecerá os 55 Fiat Siena que substituirão os Voyages comprados na década de 80. Os novos veículos serão alugados, a um custo unitário de R$ 1.460,00 mensais, cerca de 18,21% a menos do que o menor preço do mercado, segundo a assessoria da presidência da Câmara. O valor, multiplicado por 55, vai representar um custo de R$ 80.300,00 por mês, ou R$ 963.600,00 por ano. Até dezembro, serão R$ 401.500,00. Mas a despesa será maior, já que cada vereador tem direito a até 500 litros de combustível por mês e um motorista, cujo salário médio é de R$ 2,3 mil. Mesmo assim, a direção da Câmara garante que vai estar economizando.Segundo o vereador Claudio Fonseca (PC do B), que coordena a reforma administrativa da Casa, apenas com a manutenção da frota atual são gastos por ano cerca de R$ 480 mil, sem computar despesas com seguro, que chega a R$ 66 mil/ano. Além disso, segundo ele, todo o departamento de manutenção do Palácio Anchieta, que emprega 72 pessoas, será desativado e os funcionários efetivos transferidos para outras funções. Outro ponto para a opção pelo aluguel é a depreciação de uma frota própria ao longo dos anos. "Em quatro anos, um carro vale 45% menos do que foi comprado" disse Fonseca. A decisão de alugar segue a recomendação do estudo preparado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). A empresa vencedora do pregão realizado nesta quinta-feira é a Lapenna Car. Segundo o representante da empresa, Carlos Santos, os carros serão entregues em cerca de 15 dias. O contrato é válido por um ano, prorrogáveis por mais quatro. A cada 30 meses, os veículos serão trocados por novos. Alguns vereadores disseram que não querem carro oficial, mas segundo Cláudio Fonseca, os carros serão alugados e estarão à sua disposição. "O veículo não é do vereador e sim do seu gabinete", explicou. "Esse desprendimento de alguns vereadores é muito bom, pois significa que não vamos ter dificuldades em decidir outros pontos da reforma, como a redução dos custos por gabinete", disse Fonseca. O novo projeto de reforma que será debatido prevê uma nova redução da verba dos gabinetes dos atuais R$ 81 mil para R$ 69,4 mil mensais.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.