Câmara extingue 15 cargos de confiança

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou nesta quarta-feira a extinção de 15 cargos de confiança e deve economizar cerca de R$ 773 mil por ano.A medida, que atinge 11 postos ligados à Presidência e quatro à diretoria-geral da Casa, faz parte da reforma administrativa, iniciada este ano.Entre as medidas já adotadas pelos vereadores está a redução de 40% na verba destinada ao pagamento de salários dos gabinetes e extinção do "efeito-cascata" (gratificações que incidiam sobre os salários) dos funcionários. A proposta da Câmara segue na contramão do Executivo, que pretende criar 788 novos cargos de confiança na Prefeitura. Entre os postos que foram extintos nesta quarta-feira estão os ligados à TV São Paulo, que transmitia os trabalhos do legislativo municipal até o fim do ano passado, dois cirurgiões-dentistas e três operadores do painel eletrônico, além de assessores administrativos. Segundo o presidente da Câmara, José Eduardo Martins Cardozo (PT), a proposta é elaborar um projeto de terceirização de todos os serviços da TV São Paulo, que deve voltar a transmitir ainda no primeiro semestre.O projeto de resolução aprovado nesta quarta-feira também prevê a transferência do cerimonial e da operação do painel eletrônico para diretoria-geral."Não havia o menor sentido no cerimonial pertencer à Presidência, já que ele atende a todos os vereadores", citou Cardozo. Juntos, os dois departamentos detêm oito cargos, já que os três que foram extintos do painel eletrônico serão recriados na diretoria-geral por concurso público."Com isso, os cargos da Presidência serão reduzidos de 32 para 13", contabiliza Cardozo. O enxugamento do quadro da Presidência é uma resposta às críticas que Cardozo recebeu ao colocar em votação o projeto de redução da verba dos gabinetes, há cerca de dois meses.

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