Câmara quebra jejum de um mês e aprova projeto

Após quase um mês sem votar nenhum projeto de lei, os vereadores de São Paulo aprovaram nesta terça-feira, em primeira discussão, o projeto que proíbe ao Tribunal de Contas do Município (TCM) estender a seus funcionários gratificações concedidas a servidores da Câmara. O acordo para garantir a votação só ocorreu depois de quatro horas de discussão. A oposição acusa o governo de usar seus aliados para obstruir as votações. Um dos motivos, dizem, é a derrubada de mais de cem vetos do ex-prefeito Celso Pitta (PTN), muitos referentes a propostas do PT, oposição na gestão anterior. Reservadamente, os petistas apontam divisão na bancada. Parte deles, ligada ao presidente da Casa, José Eduardo Martins Cardozo (PT), critica a atuação do líder do governo José Mentor (PT), que estaria prejudicando acordos, por orientação do Executivo. Mentor nega as acusações.O líder admitiu que serão utilizados critérios políticos para preencher cargos de confiança previstos na minirreforma administrativa proposta pela prefeita Marta Suplicy (PT). O objetivo, diz ele, é "direcionar os trabalhos da gestão". Para a oposição, trata-se de estratégia do governo para se fortalecer politicamente. Mentor também nega.

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