Câmara só aprova reajuste se também for beneficiada

A pretensão dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e dos servidores do Judiciário de aumentarem seus salários tem poucas chances de sucesso no Congresso, pelo menos por enquanto. Se a pressão do presidente do Supremo, Cezar Peluso, surtiu efeito sobre o governo e a previsão de reajuste foi incluída no Orçamento, o mesmo não deve se repetir na Câmara, onde os projetos têm de ser aprovados antes de seguir para o Senado.

Denise Madueño, O Estado de S.Paulo

03 Setembro 2011 | 00h00

Os deputados estão decididos a permitir o reajuste para os ministros depois que for aprovada a proposta de emenda constitucional que iguala os salários dos próprios deputados, dos senadores, do presidente da República e do vice-presidente e dos ministros de Estado aos vencimentos do STF. O projeto que liga os salários foi aprovado em junho pela Comissão de Constituição e Justiça e passará agora por uma comissão especial antes de ser votado no plenário. Com a mudança constitucional, os parlamentares esperam diluir o impacto negativo com o Judiciário e com o Executivo cada vez que forem aumentar seus próprios salários.

Setores na Câmara defendem outra mudança na Constituição para acabar com o efeito cascata existente na cadeia salarial do Judiciário, o que faz com que o reajuste do ministro do Supremo atinja toda a magistratura automaticamente.

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