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Câmara vai apurar gastos da Prefeitura de Campinas

A Câmara Municipal de Campinas deve votar na próxima segunda-feira a criação de uma novaComissão Especial de Investigação (CEI) para apurar supostas irregularidades da Prefeitura, desta vez cometidas pela Secretaria de Cultura, Esportes e Turismo.O órgão é acusado de ter gasto, indevidamente, R$ 72 mil na produção de uma exposição sobre os 85 anos da Revolução Russa. Do total, R$ 30 mil forampagos ao cartunista e jornalista Gilberto Maringoni de Oliveira, coordenador da exposição.Oliveira é assessor do deputado federal eleito Luciano Zica, do PT, mesmo partido da prefeita de Campinas, Izalene Tiene. O restante do valor foi usado para promover o evento e para contratar um show com o músico Jorge Mautner.A abertura da CEI foi solicitada pelo presidente da Câmara, Romeu Santini (PSDB). Ele questiona o valor gasto e a contratação do cartunista sem licitação. De acordo com o vereador, a Secretaria argumentou que se trata de profissionalde notória especialização, o que dispensa licitação. "É uma questão subjetiva", defendeu.O vereador também quer saber porque a Prefeitura decidiu homenagear a Revolução Russa, no lugar de investir em produção cultural local ou de maior interesse da população. "Ninguém quer mais comemorar nada de Revolução Russa. O município temcondições de gastar todo esse dinheiro com isso?", alegou.A Câmara enviou um requerimento à prefeitura solicitando explicações sobre o episódio, e o prazo de resposta ainda não se esgotou. Santini argumentou que, mesmo assim, decidiu pedir aabertura da CEI porque a Secretaria informou que outros eventos foram promovidos da mesma maneira. "Precisamos saber quais eventos e quanto foi gasto", justificou.O vereador comentou que a acusação da CEI cai sobre a prefeita, uma vez que ela responde pelos atos das secretarias municipais. A assessoria de imprensa de Izalene informou que ela não se manifestaria sobre o caso, que considera legítima a fiscalização do Legislativo e que está tranqüila quanto à questão.Em junho, Izalene foi investigada por uma CEI acusada de cometer irregularidades ao permitir a instalação de um bingo a menos de 500 metros de outro e antenas de celular sobre caixas d´água da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A (Sanasa). Há menos de dois meses o processo foi arquivado por falta de sustentação.

Agencia Estado,

19 de novembro de 2002 | 18h11

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