Câmara vai dividir com 14 líderes ônus pelo aumento a Kassab

Manobra permite que parlamentares da Mesa não sejam único alvo de possível desgaste junto à opinião pública

Diego Zanchetta, O Estado de S. Paulo

28 de outubro de 2009 | 16h20

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo resolveu nesta quarta-feira, 28, consultar um colégio de líderes antes de apresentar uma proposta para o reajuste do salário do prefeito Gilberto Kassab (DEM), da vice, Alda Marco Antonio, e de seus 27 secretários. A decisão foi informada agora pouco ao Estado, às 15h40, pelo primeiro suplente da Mesa, Chico Macena (PT), que ocupa lugar do licenciado Milton Leite (DEM).

 

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O valor deverá ser fixado a partir da proposta dos 14 líderes de bancada, e não mais entre os cinco integrantes da Mesa Diretora. A manobra permite que os parlamentares da Mesa não sejam o único alvo de um possível desgaste gerado pelo reajuste junto à opinião pública. Muitos governistas são favoráveis ao aumento, mas acham o momento inoportuno, já que faz somente uma semana que 13 dos 55 vereadores conseguiram reverter ma Justiça a perda de seus mandatos.

 

O salário de Kassab deve passar de R$ 12 mil para R$ 17.500. Os secretários, que hoje recebem em média R$ 5.500 mais jetons de R$ 6.000 pela participação em conselhos administrativos das empresas, devem ter remuneração um pouco mais elevada, entre R$ 19 mil e R$ 22 mil. Macena disse que a bancada do PT, com 11 vereadores, vai defender teto de R$ 15 mil para os reajustes.

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