Camelôs do centro de São Paulo são mapeados

Uma mapa com as áreas do Centro velho de São Paulo onde pode haver camelôs está sendo distribuído para os policiais militares, guardas civis e comerciantes que atuam na região. O esquema foi criado pela Associação Viva o Centro para ajudar na atuação dos guardas nas ruas onde ambulantes não são permitidos. A idéia, segundo a associação, é que os PMs possam ajudar na fiscalização dos camelôs. "Nas áreas onde camelôs são proibidos, não é preciso que os PMs andem acompanhados dos fiscais da Prefeitura", diz Mário Antônio Ramos de Almeida, presidente da Viva o Centro. "Sabendo da proibição, eles podem efetuar o policiamento regular, coibindo a instalação de barracas." Nesta segunda-feira, muitas dessas ruas estavam de fato vazias, como a Rua XV de Novembro e Rua Direita, locais tradicionais do comércio ambulante e de brigas entre eles e os camelôs. Conforme a assessoria de imprensa da subprefeitura da Sé, a idéia é adotar um comportamento de ´tolerância zero´ nos lugares onde nenhum camelô pode atuar e, aos poucos, diminuir o número dos ambulantes irregulares em locais que abrigam camelôs regulares. Duzentos e quarenta fiscais administrativos atuam na região. Segundo determinação do Ministério Público Estadual, a Prefeitura tem até 30 de julho para retirar os camelôs ilegais do Centro. Caso contrário, precisará pagar uma multa de R$ 10 mil por dia. As 30 áreas assinaladas em amarelo abrigam 892 camelôs legalizados, e cerca de outros 5 mil irregulares. Outros calçadões, como o da Barão de Itapetininga, Dom José de Barros e General Carneiro, abrigam apenas os camelôs com Termos de Permissão de Uso. "Está tudo mais calmo ultimamente", conta o camelô Carlos Santana, que vende calças jeans na Dom José de Barros. Pontos tradicionais, como a Rua 25 de Março, ainda têm mais ambulantes que o permitido. Um levantamento feito ontem pelo Jornal da Tarde contou 670 camelôs em cinco quadras da rua, onde o máximo permitido é de 81. Na Rua Comendador Afonso Kerlakian, só 14 camelôs são legalizados, mas 82 atuavam ontem. Veja o mapa dos camêlos no centro de SP

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