Camelôs entram em confronto com a polícia em Belém

Prisões, bombas de gás e tentativa de invasão no depósito da Receita Federal, no centro de Belém, foi o saldo do protesto de 200 camelôs que vendiam produtos importados sem nota fiscal na avenida Presidente Vargas e tiveram as mercadorias apreendidas por agentes da Polícia Federal. A operação da PF começou por volta das 9 horas da manhã.Os agentes justificaram que a venda de produtos importados do Paraguai e da China sem nota fiscal de origem caracteriza o contrabando. Os camelôs reagiram à ordem de apreensão e agrediram os policiais. Houve tumulto e correria.Para controlar a multidão, uma batalhão da Polícia Militar usou gás pimenta. Vários camelôs, inclusive mulheres, passaram mal e tiveram de ser socorridos. A resposta foi o fechamento da avenida e uma passeata até o prédio da Receita, para onde as mercadorias foram levadas.Os camelôs deram pedradas e chutes contra as portas do prédio, na tentativa de recuperar as mercadorias apreendidas. "Isto é perseguição contra quem está trabalhando honestamente. Nós não somos bandidos", afirmou o camelô Luis Carlos Ferreira.Ele acusou o governo paraense de provocar o desemprego em massa e de querer jogar os trabalhadores na marginalidade. "Não vejo a PM perseguir os ladrões e corruptos que saqueiam o Pará. Ela só faz isso contra os trabalhadores", disse a ambulante Maria Marta dos Anjos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.