Camelôs irregulares provocam confusão no Brás (SP)

Um grupo de cerca de 500 camelôs que não têm alvará para trabalhar na região da Rua Oriente no Brás, centro da capital paulista, tentou, por volta das 4h30 da madrugada desta sexta-feira, invadir o shopping popular, um estacionamento com 70 mil metros quadrados, onde 30 mil metros são usados por 3.300 camelôs cadastrados pela Prefeitura. Outros 40 mil metros são utilizados por 150 ônibus que chegam todos os dias de vários pontos do País, trazendo clientes e comerciantes de outros Estados.Segundo o administrador do shopping popular, Ailton Vicente de Oliveira, os ambulantes tentaram invadir o bolsão por três dos quatro portões, um localizado na Rua Oriente, outro na Rua São Caetano e outro na Avenida do Estado. No momento em que a reportagem do Estado entrou em contato com Ailton, o clima ainda era tenso na região. "Nós estamos neste momento confinados aqui no bolsão. Tivemos de pedir ajuda para a Polícia Militar e guardas municipais. Tem gente passando mal aqui. Eles (os ambulantes irregulares) querem quebrar tudo aqui", disse Ailton. O shopping popular funciona das 3 horas às 8 horas da manhã. Nos demais espaços da região, não é permitida a instalação de barracas para a tradicional feirinha da madrugada.Segundo Ailton, o movimento de tentativa de invasão foi liberado por Afonso José da Silva, de 36 anos, presidente do Sindicato dos Camelôs Independentes de São Paulo. Afonso foi libertado da prisão na tarde de 25 de fevereiro. "Afonso Camelô", como ele é conhecido, estava preso desde o dia 25 de agosto de 2005 acusado dos crimes de extorsão, formação de quadrilha, dano ao patrimônio, porte de explosivos, incitação à violência e ameaça. Ele foi condenado a seis meses de prisão pela acusação de ameaça e foi absolvido dos demais crimes. Como já passou o tempo da pena preso, Afonso Camelô pôde sair da cadeia.

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