Camelôs rejeitam acordo e mantém lojas fechadas em Belém

O juiz federal Antonio Carlos Campelo decidiu hoje, durante reunião com os camelôs, liberar apenas as mercadorias nacionais apreendidas na última terca-feira pela Polícia Federal em Belém. As mercadorias de origem estrangeira continuam apreendidas até que os ambulantes apresentem as notas fiscais de aquisição dos produtos. Segundo Campelo, a PF vai abrir inquérito para identificar os autores de produtos falsificados na capital. Os camelôs não gostaram da decisão e querem a devolução de tudo o que foi apreendido.Eles decidiram que as 1,5 mil lojas do centro da capital continuarão fechadas até que a Receita Federal devolva suas mercadorias. Cerca de 1,2 mil ambulantes foram para as ruas impedir a reabertura do centro comercial. A PM também deslocou seus homens para impedir invasões e saques. Os ambulantes alegam que a apreensão das mercadorias foi feita pela PF fora do horário determinado pela Justiça Federal, acusando os policiais de cometerem excessos no cumprimento da ordem. "Houve abuso de autoridade", afirma o advogado dos camelôs, Pedro Cavalero.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.