Câmeras afugentam camelôs de SP

Em um mês em funcionamento, as 29 câmeras instaladas pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) no centro de São Paulo estão cumprindo um de seus principais objetivos: inibir o comércio irregular. ?Os camelôs estão migrando dos pontos tradicionais para áreas onde ainda não há câmeras, como a Avenida Paulista?, disse o secretário de Coordenação das Subprefeituras e subprefeito da Sé, Andrea Matarazzo.A Subprefeitura da Sé não fez um levantamento sobre o número de ambulantes que abandonaram seus pontos. No entanto, o inspetor Ewander Simão de Almeida, coordenador da central de monitoramento da GCM, afirmou que é visível a redução do espaço ocupado por camelôs. ?Locais como Praça da Sé e Vale do Anhangabaú estão mais limpos, facilitando até a visualização de outras irregularidades.?Dentro de 15 dias, o cerco vai apertar na meca dos camelôs, a Rua 25 de Março, onde três câmeras serão instaladas. Outras três serão colocadas na região da Nova Luz, antiga Cracolândia. E para evitar a chegada dos ambulantes à Paulista, a GCM deve instalar outras 16 na avenida até o fim do ano - oito ao longo da via e oito no entorno do Parque Trianon. As subprefeituras de Santana-Tucuruvi, Penha, Lapa, Mooca e São Mateus já apresentaram projetos para a instalação das câmeras.Camelôs fugindo da fiscalização não foram os únicos flagrantes pegos pelos equipamentos, que monitoram 94 vias, 24 horas por dia. Neste primeiro mês de operação, foram registradas 93 ocorrências. Desse total, 74 foram de caráter social ou administrativo, como atendimento a crianças abandonadas ou infrações de trânsito.Nas outras 19, de caráter policial, houve de tudo: atentado ao pudor, tentativa de homicídio e um flanelinha detido por retirar autos de infração de carros estacionados em local proibido, na Rua 7 de Abril. Mais sete pessoas foram presas até agora com a ajuda das câmeras.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.