Caminhada pela paz lembrará morte de menina achada em mala

Polícia ainda não tem vestígios de quem possa ter assassinado e até violentado garota de 9 anos em Curitiba

Julio Cesar Lima, especial para O Estado de S.Paulo

06 de novembro de 2008 | 21h38

A morte da estudante R. M. L. O. G., de 9 anos, encontrada na madrugada de quarta-feira dentro de uma mala na Estação Rodoferroviária de Curitiba será lembrada nesta sexta-feira, 7, às 10 horas com uma passeata promovida por alunos, professores e funcionários do Instituto de Educação Erasmo Pilotto, na área central, onde a garota estudava. O objetivo é pedir agilidade da Justiça e fazer um manifesto pela paz. A polícia continua com as investigações, mas ainda não havia descoberto o autor do crime até o início da noite desta quinta-feira, 6. Veja também:Menina encontrada morta no PR pode ter sido vítima de abuso A menina foi enterrada nesta tarde, no Cemitério Municipal Santa Cândida, em uma cerimônia comovente que reuniu os pais, parentes e colegas de escola. O pai de R., Michael Genofre, de 30 anos, disse que ela agora está "em um lugar melhor", e preferiu pedir a ajuda das pessoas para tentar localizar o criminoso. Ele reafirmou o que as amigas da garota disseram: era uma menina comunicativa. Porém, Michael afirmou que isso não significa que ela poderia ter facilitado alguma abordagem estranha. "Não acredito nisso. Ela era muito desconfiada. Quando tinha que encontrar alguém, a R. só dava confiança depois que era apresentada pelos pais". Patrícia Juliana Bianco era prima da menina. Ela chegou de Paranaguá, a 110 quilômetros de Curitiba, momentos antes do enterro e lamentou o ocorrido. "É uma coisa muito preocupante. R. era uma criança muito alegre, inteligente e de repente isso acontece com ela". Para Keila Gosch, mãe de uma colega de classe da garota, a esperança agora é de que a polícia encontre logo o assassino. "Esperamos que as autoridades competentes façam essa parte. Os pais fazem suas partes e esperamos ter mais segurança", alertou. A polícia continua as investigações, mas não tem passado detalhes da operação, que inclui a revisão das imagens das câmeras externas do Rodoferroviária, análise de dados do computador de R., que mantinha um perfil no site de relacionamentos Orkut, além da verificação de um lençol encontrado dentro da mala, que tem uma pequena marca encontrada em hotéis da região central.

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