Caminhão, bote e resgate antes da maternidade

"Estávamos no caminhão eu, minha mulher, Lilian (de 31 anos), e meu filho Cristian (de 1 ano e 3 meses)", diz Carlos Alberto Martins, de 36 anos. "Em menos de 10 minutos, a água chegou no pescoço. Fiquei desesperado porque a Lilian estava grávida de 9 meses", contou o pai ontem, na porta do Amparo Maternal, prestes a conhecer Arthur, que nasceu às 5h45, com 3,6 quilos - apenas duas horas depois de Lilian conseguir chegar em casa.Antes disso, na noite de anteontem, Lilian - que ia fazer compras no Brás - teve de andar de bote em plena Avenida do Estado, um dos 58 pontos que alagaram. Daí, com sirene ligada, uma parte do trajeto para casa, em Diadema, foi feita em um carro dos bombeiros. Nem bem chegou e já estava no carro da sogra, rumo à maternidade.Não deu tempo nem dela nem do marido decidirem o nome completo do bebê. Pode ser que fique com o Cancian da mãe ou só com o Martins do pai.

, O Estadao de S.Paulo

19 de março de 2009 | 00h00

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