Caminhão com 300kg de dinamite é atacado por bandidos no RJ

Um caminhão que transportava 300 quilos de dinamite foi atacado por três bandidos, no fim da noite desta quarta-feira, 20, Rodovia Presidente Dutra, no Rio de Janeiro. A tentativa frustrada de roubar a carga aconteceu na altura da Barra Mansa, no Sul fluminense. O bando não conseguiu levar o caminhão e fugiu. A polícia prendeu um dos criminosos e suspeita que eles sejam ligados à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Com o preso foi encontrado um caderno onde estavamanotadas as siglas PCC e CV, em alusão à facção carioca Comando Vermelho, que tem um relacionamento de colaboração com a paulista.O caminhão-baú Volkswagen (de placa KUI-7321, de NovaIguaçu) seguia de Lorena, no interior paulista, para o Rio, onde a dinamite seria usada nas obras de expansão do Metrô da capital fluminense. O veículo foi interceptado por um Opala preto (placa KMK-7860) no Km 270 da Dutra, na altura do bairro Monte Cristo, em Barra Mansa. Os três bandidos que saltaram do carro armados fizeram disparos e pelo menos três tiros acertaram a carroceria.O motorista foi rendido e abandonado na rodovia. A direção docaminhão foi assumida por um dos bandidos. O veículo tem umdispositivo de controle via satélite que desliga se a rotapré-determinada for desviada. Quando entraram numa via paralela à Dutra um quilômetro à frente, o motor desligou sob um viaduto, no bairro Boa Sorte. Dois bandidos conseguiram fugir no Opala mas um deles, Manoel Carlos Rodrigues da Cunha Esteves, de 26 anos, ficou para trás e foi preso por PMs. Ele se recusou a prestar depoimento. Apenas alegou ter sido obrigado a participar da ação. Policiais estiveram na casa em que ele morava com ospais, em Quatis, cidade próxima a Barra Mansa e encontraramapenas uma toca ninja e dois coldres. O rapaz estava emliberdade condicional. Ele cumpria pena em São Paulo por roubo de carga. A passagem dele pelo sistema prisional paulista reforça a suspeita de que seja ligado ao PCC. No entanto, o delegado não descarta a hipótese de que a intenção era revender o material a pedreiras. "É óbvio que o grande temor hoje em dia é uso de explosivos para atentados praticados por essas facções, mas ainda não posso afirmar que foi isso", disse Ferrari.Um relatório enviado pela Secretaria de Segurança do Rioà CPI do Tráfico de Armas no início do mês descreveu uma relação de colaboração entre o PCC e o CV. A facção paulista estaria se expandido para o Sul fluminense, diante da proximidade com São Paulo e o desinteresse do CV pela região. Dois gerentes dos tráfico de Barra Mansa e Volta Redonda já foram presos em Taubaté. Segundo o delegado, o caminhão, a serviço da indústria deexplosivos Orico, em Lorena, estava regular, devidamenteautorizado pelo Exército e com a sinalização externaidentificando o material explosivo. Ferrari disse ainda que esse tipo de carga costuma contar com escolta, mas isso não éobrigatório. A empresa justificou a troca da segurança pelodispositivo por causa do baixo valor da carga. O quilo dadinamite comercial custa cerca de R$ 2.

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