Caminhões pequenos terão rodízio no centro

Restrições aos VUCs, por dia par ou ímpar, serão graduais até novembro, quando proibição será total

Humberto Maia Junior, O Estadao de S.Paulo

19 de junho de 2008 | 00h00

A partir do dia 30, haverá rodízio para caminhões de pequeno porte, das 5 às 21 horas, numa área de cerca de 100 quilômetros quadrados na região central de São Paulo, chamada oficialmente de Zona de Máxima Restrição de Circulação (ZMRC). A restrição atinge cerca de 15 mil caminhões com até 6,30 metros de comprimento, os chamados Veículos Urbanos de Carga (VUCs). Atualmente, não há nenhuma restrição a veículos desse tipo.A medida, publicada ontem no Diário Oficial da Cidade, é a segunda adotada pela Prefeitura para reduzir a circulação de caminhões. Anteriormente, já havia sido anunciado que, a partir do dia 30, a entrega de mercadorias na ZMRC (que aumenta de 24,5 km² para100 km²) só poderá ser feita das 21 às 5 horas, salvo exceções (veja no quadro acima). Também se criou uma comissão, comandada pela Secretaria Municipal dos Transportes, para discutir futuras liberações. Um terceiro decreto, ainda a ser publicado, definirá a inclusão do rodízio de caminhões nas Marginais do Tietê e do Pinheiros, além da Avenida dos Bandeirantes.Até 31 de julho, VUCs com final de placa par só circularão nos dias pares; nos dias ímpares, circulam os caminhões com final de placa ímpar. A partir de 1º de agosto, a restrição aumenta: vale a mesma situação anterior, mas apenas no período das 10 às 16 horas. E, a partir de 1º de novembro, os VUCs, assim como os outros caminhões, só poderão circular na ZMRC das 21 às 5 horas. Algumas atividades como transporte de valores, alimentos perecíveis, remoção de entulho, produtos perigosos e serviços de infra-estrutura terão horários diferenciados - os caminhões poderão circular na zona restritiva, exceto no horário de pico, das 17 às 21 horas. Só serviços de emergência, de obras urgentes e cobertura jornalística ficarão livres integralmente. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) ressaltou que qualquer mudança significativa em São Paulo deve ser feita de forma gradual. "Afinal, trata-se de uma cidade de 11 milhões de habitantes, que tem indústria, feiras e comércios (setores que dependem do transporte de carga para reabastecimento de mercadorias)."Kassab, que vai concorrer à reeleição em outubro e deve enfrentar críticas sobre o caos no trânsito da capital, também disse acreditar no sucesso da medida para reduzir os índices de congestionamentos. "Estou muito confiante (num bom resultado)."APERFEIÇOAMENTOSOutras mudanças envolvendo caminhões, até mesmo manter o rodízio para os VUCs e deixá-los em situação à parte dos demais caminhões, podem ser tomadas, segundo o prefeito, até a conclusão do trecho sul do Rodoanel, marcada para setembro de 2010. Com ele, milhares de caminhões que seguem para o porto de Santos, deixariam de utilizar São Paulo como rota de passagem. "Até a inauguração desse trecho, poderemos fazer alguns aperfeiçoamentos."

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