Campanha de Alckmin denuncia boca de urna

A coligação de apoio ao candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, acusou ontem adversários de "arregimentar e contratar pessoas" para fazer boca de urna e pediu providências ao Tribunal Regional Eleitoral paulista.

Roberto Almeida, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2010 | 00h00

"Temos informações (de contratação) não só do PT, mas de outros partidos também", afirmou o coordenador de campanha de Alckmin, deputado estadual Sidney Beraldo. Segundo ele, as denúncias foram colhidas por candidatos a deputado e coordenadores regionais do PSDB no interior do Estado.

"Conversei na sexta-feira com vários coordenadores regionais e anteontem fizemos uma reunião com nossos principais candidatos. Confirmamos informações de que tinha essa movimentação", disse Beraldo.

Em ofício encaminhado ao presidente do TRE-SP, desembargador Walter de Almeida Guilherme, a coligação de apoio ao tucano pede que o magistrado "determine aos juízes eleitorais que procedam à rigorosa fiscalização no dia da eleição para coibir o descumprimento da lei".

O documento cita o artigo 39-A da Lei das Eleições, que veda manifestação coletiva de apoio a qualquer candidato no dia de votação. "Estamos trabalhando preventivamente", afirmou o coordenador de Alckmin.

Dentro da lei. "Só pode ser piada", reagiu o presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva. "Só posso atribuir isso a desespero eleitoral." O dirigente rechaçou as acusações de que o partido estaria organizando boca de urna. "A determinação do diretório nacional e estadual é seguir a lei até o fim", garantiu.

Segundo a última pesquisa Ibope, do dia 17 de setembro, Alckmin tem 56% dos votos válidos. Ele precisa de ao menos 50% para vencer no primeiro turno. Aloizio Mercadante (PT) atingiu 28%.

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