Campanha de Alckmin pode sofrer ducha fria, diz cientista político

O cientista político e pesquisador da PUC-SP e da Fundação Getúlio Vargas, Marco Antonio Carvalho Teixeira, afirmou que se os outros institutos confirmarem a tendência apontada na pesquisa da CNT/Sensus, divulgada nesta terça-feira, 9, a campanha do candidato da coligação PSDB-PFL à Presidência da República, Geraldo Alckmin , vai sofrer uma "ducha de água fria". A pesquisa mostra queda de 7,5 pontos porcentuais nas intenções de voto do tucano. Em julho ele tinha 27,2% da preferência do eleitorado e hoje tem 19,7%. Já o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, tinha 44,1% (julho) e subiu para 47,9%. E a candidata do PSOL, Heloísa Helena, cresceu de 5,4% para 9,3%. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais."Uma análise mais precisa sobre os resultados divulgados vai depender se outras pesquisas confirmarem a tendência (de queda do tucano). Caso isso se comprove, a campanha de Alckmin vai atravessar um momento ruim, às vésperas do início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão (que começa no dia 15)", destacou Carvalho Teixeira. As pesquisas divulgadas recentemente apontaram tendência inversa, de crescimento do candidato da coligação PSDB-PFL e com possibilidade de segundo turno. Apesar da ressalva, o cientista político avalia que o desempenho de Alckmin na televisão, sobretudo nas entrevistas, pode ser classificado de insatisfatório. "Ele ainda não achou a sua marca e em alguns momentos tem oscilado, como na entrevista concedida nesta segunda-feira ao Jornal Nacional, quando disse não ter conhecimento sobre um dado (da área da educação). Para quem diz que é um bom gerente e administrador, pega mal dizer que não tem conhecimento de um dado sobre a qualidade de ensino do Estado que governou."Para o cientista político, um dado que tem de ser levado em conta no atual cenário é o da prestação de contas parcial entregue pelos candidatos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "Por esses dados, a campanha de Lula é a campeã em arrecadação (quase quatro vezes mais do que arrecadou a campanha de Alckmin). E este dado pode refletir a aposta dos doadores na reeleição de Lula", emendou.

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