Campanha de Lula arrecadou R$ 5,7 mi e gastou R$ 4,2 mi

O PT arrecadou até agora para a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva R$ 5,799 milhões e computou despesas no valor total de R$ 4,236 milhões, resultando em um saldo parcial de R$ 1,563 milhão em caixa. Os dados constam da primeira prestação de contas para a campanha do presidente, divulgados na tarde desta sexta-feira, 4.O levantamento aponta que, no que se refere às receitas, foram contabilizados R$ 77,9 mil em doações de pessoas físicas, R$ 5,68 milhões em doações de pessoas jurídicas e R$ 41,2 mil em arrecadação por meio de eventos e atividades organizadas por comitês partidários.Em relação às despesas, o PT contabilizou nesta primeira prestação de contas R$ 26 mil referentes a custos com pessoal e encargos sociais, R$ 418 mil relacionados à locação de bens móveis e imóveis e melhorias com comitês, R$ 156 mil referentes ao ressarcimento de despesas com transporte do presidente, R$ 469 mil com pesquisas eleitorais, R$ 396 mil com comícios e eventos e R$ 2,311 milhões com publicidade e produção de programas de campanha e jingles. Outras despesas não especificadas na relação totalizaram R$ 460,27 mil.Este último dado inclui apenas parte da receita obtida com um jantar organizado em São Bernardo do Campo (SP) para o lançamento da campanha de Lula. De acordo com o tesoureiro da campanha, José de Filippi Júnior, ainda faltam R$ 150 mil a serem contabilizados em relação a este evento, que se referem a cheques emitidos por pessoas físicas, dos quais o PT precisou buscar informações pelo número de CPF e assinaturas para assegurar o enquadramento dos recursos dentro da Legislação Eleitoral.O tesoureiro do PT explicou ainda que também existem despesas e outras arrecadações já contraídas, como é o caso do jantar que será organizado na noite desta sexta-feira no Jockey Club de São Paulo, que deverão aparecer somente nas próximas prestações de contas.Nova estratégiaO PT decidiu elaborar um plano para acelerar a arrecadação da campanha de Lula. Segundo Filippi, a arrecadação obtida até agora deixou um pouco a desejar em relação ao que a legenda esperava. "Acho que tivemos um começo um pouco abaixo (do previsto)", disse o tesoureiro, ressaltando, no entanto, que a coordenação de campanha já começou a adotar medidas para acelerar a captação de doação. "Tivemos que adaptar um pouco o andamento da campanha", informou.Filippi afirmou que o PT ainda está aprendendo a adequar sua estratégia de campanha às novas regras eleitorais. "Estou procurando fazer o melhor", disse. O partido pretende trabalhar em quatro eixos para melhorar a performance nos próximos meses.De acordo com o tesoureiro, o primeiro deles é a busca de grandes doadores, a exemplo do que já ocorreu em campanhas anteriores. O segundo é ampliar as doações de pessoas jurídicas de pequeno porte. Para isso, Filippi está encaminhando desde quinta-feira uma carta com objetivo de incentivá-las a contribuírem com a candidatura presidencial.No documento, o partido explica que está submetido a novas regras eleitorais, e ressalta que a presença de empresas neste processo é relevante para dar continuidade ao que já foi feito no primeiro mandato do presidente Lula. A expectativa é convencer entre 4 e 6 mil empresas a colaborarem.O terceiro ponto da estratégia é a criação de um serviço telefônico de 0800 para permitir que pessoas físicas colaborem com pequenos valores para a campanha à reeleição. Apesar de ainda estar em fase de negociação, este projeto deverá oferecer aos cidadãos comuns a possibilidade de realizar, por meio do telefone, doações no valor de R$ 5, R$ 10 ou R$ 20. A expectativa é de que este serviço entre em funcionamento simultaneamente ao horário eleitoral gratuito de rádio e televisão, em 15 de agosto.Seguindo esta mesma linha, o partido estuda como quarto eixo estratégico a possibilidade de criar um sistema de doações por meio da internet. Para isso, o PT utilizaria um sistema de home banking atrelado a seu site na internet, ou ainda firmaria parceria com provedores de acesso para realizar a cobrança.

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