Campanha quer combater turismo sexual no Rio

A Secretaria de Estado de Ação Social e Cidadania, em parceria com o Ministério Público e o Juizado de Menores, vai lançar campanha para coibir o turismo sexual envolvendo crianças e adolescentes, que se intensifica durante o carnaval. A principal medida será a distribuição em aeroportos, praias, hotéis, bares e casas noturnas de folhetos em português, inglês, francês e espanhol que advertem que, no Brasil, a exploração sexual é crime, cuja pena varia de dois a dez anos de prisão.Desde julho de 2000, quando a secretaria implantou um serviço telefônico para denúncias contra exploração sexual de menores, foram registrados 575 casos. De lá para cá, prostíbulos foram fechados e sete envolvidos foram presos, conforme informou a secretária de Ação Social e Cidadania, Rosângela Matheus. "Quando preferimos não ver a exploração infanto-juvenil, estamos aceitando essa situação. Toda a sociedade tem que participar e denunciar", disse Rosângela, que se reuniu ontem com representantes de hotéis, agências de viagem, MP, Juizado de Menores para discutir detalhes da campanha.Entre os menores explorados, predomina a faixa etária de 13 a 18 anos, mas há registros de crianças de até 6 anos, de acordo com dados da secretaria. Muitas vezes, afirmou a secretária, os jovens se prostituem em troca de dinheiro para comprar drogas. Rosângela disse ainda que o programa não ficará restrito somente à prevenção e repressão durante o carnaval. As informações colhidas nesta época serão incluídos no banco de dados sobre a exploração sexual de crianças que a secretaria vem elaborando.

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