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Campanha quer fortalecer Lei Seca após um ano de vigência

Tarso reconhece que fiscalização afrouxou; Ministério da Justiça distribuirá 10 mi bafômetros até o final do ano

10 de junho de 2009 | 09h35

O ministro da Justiça, Tarso Genro, lançou nesta terça-feira, 9, a campanha "Não Deixe a Bebida Mudar o seu Destino" para conscientizar os motoristas e comemorar o primeiro ano de vigência da Lei 11.705, conhecida como Lei Seca. A campanha começa nesta quarta-feira, 10, em Brasília, Belo Horizonte, Florianópolis e São Paulo e deve terminar no fim de agosto, segundo informações da Agência Brasil.

 

Tarso considera o resultado do primeiro ano positivo, mas reconheceu que a fiscalização afrouxou nos últimos meses. "A lei mostra bons resultados nas regiões onde as autoridades estão fiscalizando. No começo houve impacto e uma redução (no número de motoristas alcoolizados), mas depois houve um relaxamento. As pessoas deixaram de fiscalizar, até porque não estavam preparadas", disse.

 

O Ministério distribuirá 10 mil bafômetros entre as Polícias Militares e a Rodoviária Federal até o fim de 2009. Mas para o diretor da Polícia Rodoviária Federal, Hélio Derenne, mais aparelhos não bastam. Segundo ele é preciso mais policiais nas ruas. "Nós temos um efetivo reduzido, são cerca de 10 mil policiais e o ideal seriam 13 mil", disse.

 

Tarso afirmou que a conscientização dos brasileiros é fundamental para o sucesso da lei. "É um ato de consciência dos cidadãos. As pessoas chamam de ei de seca, mas não é uma lei seca. É uma lei que proíbe o motorista de beber. Isso protege vidas e não permite que famílias sejam destruídas. É um ato de legítima defesa não permitir que os motoristas bebam", disse.

 

A Polícia Rodoviária Federal divulgará nos próximos dias um balanço com números e estatísticas do primeiro ano de vigência. A lei está em vigor desde 20 de junho de 2008 e determina que todos os motoristas flagrados depois de beber estão sujeitos a multas e suspensão da carteira de habilitação por 12 meses, além de prisão em casos mais graves.

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