Campinas prepara política habitacional

Quase 25% da população de Campinas não tem casa para morar. A informação foi divulgada hoje em uma reunião organizada pela Associação Regional de Habitação de Campinas (Habicamp). Segundo a entidade, o déficit de moradias pode chegar a 60 mil unidades, ou 240 mil habitantes, calculando a média de quatro pessoas por família. De acordo com o último censo, a população do município é de 984 mil pessoas. Campinas, portanto, precisa construir uma cidade de médio porte dentro de seu território para resolver o problema de habitação, segundo o prefeito Antônio Costa Santos (PT). Ele adiantou que a prefeitura está estudando a desapropriação de algumas áreas para a construção de casas populares, mas não quis dizer quantas são, qual o tamanho nem onde estão localizadas.O último conjunto habitacional da cidade foi construído em 1990, com 402 casas populares. Desde então, nenhuma verba foi destinada para moradia, o que tornou a situação alarmante. As informações foram divulgadas no encontro, que reuniu os três deputados federais e os quatro estaduais eleitos pela região de Campinas, dois secretários municipais, além de representantes da Habicamp e do prefeito. Segundo eles, Campinas não tem uma política habitacional adequada há 40 anos. Os políticos e os secretários instituíram hoje uma frente para tentar buscar soluções. Eles irão redigir um documento com as informações sobre moradia em Campinas e encaminhá-lo ao governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB). A carta deverá estar concluída em 15 dias, quando está prevista uma nova reunião para tratar do assunto. Até lá, a Habicamp e a prefeitura querem fazer um levantamento mais preciso do déficit habitacional e das áreas que poderão ser desapropriadas. Também irão sugerir políticas de habitação popular, por meio de financiamentos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Caixa Econômica e da prefeitura.

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