Campos monta QG na Câmara para levar a mãe à vaga no TCU

A Câmara escolhe hoje, por voto secreto, o novo ministro do Tribunal de Contas da União. A reta final da campanha foi marcada pela movimentação ostensiva da cúpula do PSB e de integrantes do governo de Pernambuco, que montaram um quartel-general em Brasília para trabalhar a candidatura da líder do partido, deputada Ana Arraes (PE).

CHRISTIANE SAMARCO / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

21 Setembro 2011 | 03h05

Além do governador Eduardo Campos (PE), há dois meses em campanha aberta para eleger a mãe candidata, também estavam pedindo votos em Brasília ontem o vice-governador João Lyra, dois secretários de Estado e o presidente de uma empresa pública. Houve parlamentar pernambucano que recebeu telefonema até de empreiteiro que contribuiu para a campanha dele. Por solicitação do governador, o empresário pedia voto para Ana Arraes.

Foi nesse cenário que a Comissão de Finanças e Tributação aprovou os nomes dos sete postulantes à vaga que serão submetidos ao plenário esta manhã.

A despeito da fartura de candidatos, partidos governistas e de oposição avaliam que a disputa está polarizada entre Ana Arraes e o ex-presidente da Câmara Aldo Rebelo (PC do B-SP).

A sabatina dos candidatos na Comissão de Finanças serviu de palco para a exibição de força dos partidários da líder do PSB. Ana Arraes era a única candidata cujos seguidores ostentavam adesivos e buttons com seu nome. Para bancar as despesas da campanha, 34 deputados (32 da bancada do PSB e mais dois pernambucanos de outras siglas) doaram R$ 500 reais cada um.

No PMDB do candidato Átila Lins (AM), a pressão foi grande. No fim do dia, alguns peemedebistas ensaiaram uma operação pela renúncia de Lins a fim de evitar o desgaste do próprio partido.

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