Candidata do PRP estima gastar o dobro de Lula e Alckmin

A empresária Ana Maria Teixeira Rangel, que protocolou nesta quinta-feira no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pedido de registro de sua candidatura à presidência da República, estima um gasto máximo de R$ 150 milhões em sua campanha. Esse valor é quase o dobro do proposto pelos candidatos Luiz Inácio Lula da Silva, que previu gastos de R$ 89 milhões e Geraldo Alckmin que foi de R$ 85 milhões. A assessoria do TSE confirmou que esse valor consta do pedido de registro da candidata.Ao contrário do que informara anteriormente um funcionário do TSE, Ana não mencionou partido ao protocolar seu pedido, a assessoria de imprensa do tribunal informa que ela é candidata pelo Partido Republicano Progressista (PRP). Sua candidata a vice-presidente na chapa é Delma Gama e Narici.Ainda segundo a assessoria do TSE, ela é cientista política, nasceu no Rio de Janeiro e tem 49 anos. Delma Gama é advogada, tem 62 anos e nasceu na Bahia.O prazo para os partidos políticos e coligações registrarem chapas no TSE expirou ontem, às 19 horas, até quando o tribunal recebeu o pedido de registro de sete chapas que pretendem disputar a presidência e vice-presidência da República. O artigo 11 da Lei 9.504/97 (Lei das Eleições), porém, faculta ao próprio candidato requerer seu registro entre os dias 6 e 7 de julho, caso o partido não o tenha feito. Portanto, para estes casos, o prazo para pedir registro expira amanhã, às 19 horas, horário de fechamento do Protocolo do TSE.DenúnciaAna Maria denunciou, no dia 30 de junho, uma tentativa de extorsão para garantir sua candidatura à Presidência pelo PRP. Em conversas gravadas e entregues para o Ministério Público Federal em São Paulo, o presidente do partido, Ovasco Resende, aparece pedindo R$ 14 milhões para financiar a campanha, dos quais R$ 3 milhões deveriam ser pagos à sigla como sinal e 800 mil em dinheiro, depositados diretamente em sua conta, sem que fossem declarados à Justiça Eleitoral. Apesar das gravações, Resende negou qualquer irregularidade. Matéria alterada às 19h

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