Prefeitura de Cachoeira Paulista/Divulgação
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Candidato a beato, padre Léo ganha estátua de 22 metros em Cachoeira Paulista

Padre foi retratado com um microfone à mão, já que também era comunicador.Escultura pesa cerca de 20 toneladas e teve custo de R$586 mil pago com verba estadual de fomento ao turismo

José Maria Tomazela    , O Estado de S.Paulo

29 de julho de 2019 | 10h39
Atualizado 29 de julho de 2019 | 23h28

SOROCABA - Uma escultura em aço com 22 metros de altura vai homenagear o religioso católico padre Léo, em Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. O padre Léo Tarcísio Gonçalves Pereira participava da comunidade Canção Nova, que tem sua sede no município, e está em processo de beatificação.

As peças, esculpidas pelo artista plástico Gilmar Pinna, foram transportadas à cidade, na última quinta-feira, 25, em três carretas. A montagem deve ser iniciada ainda este mês, com previsão de que a escultura seja inaugurada em novembro deste ano.

Pinna levou seis meses para dar forma às chapas de aço, pesando cerca de 20 toneladas. O trabalho foi realizado no ateliê do artista em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. O padre foi retratado com um microfone à mão, já que também era comunicador.

A prefeitura informou que vai erguer a estátua no mirante que leva o nome do religioso, em uma área que receberá benfeitorias, como paisagismo, iluminação e outras atrações. A meta é incrementar a visitação no município.

Cachoeira Paulista está na rota turismo religioso nacional, por sediar a Canção Nova e ser próxima de Aparecida, sede do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida. Nesta cidade, Pinna foi o autor de uma escultura em homenagem à padroeira, mas o monumento ainda aguarda a montagem.

Desde 2018, Cachoeira Paulista faz parte da lista de municípios de interesse turístico do Estado. O custo da estátua, de R$ 586 mil, foi pago com verba estadual de fomento ao turismo.

Padre Léo foi apresentador de TV e comunicador da Canção Nova. Atuava também em projetos de recuperação de dependentes químicos, tendo sido o fundador da comunidade católica Bethânia. O religioso faleceu em 2007, aos 45 anos, vítima de câncer.

Em 2017, a Igreja Católica autorizou a abertura do processo de beatificação, incumbindo a Associação Padre Léo de coletar os testemunhos de devotos que podem dar ao religioso o status de beato, após a comprovação de suas virtudes e operação de um milagre.

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