Candidato de Maluf e petista se aliam nas críticas contra tucano

Os candidatos ao governo de São Paulo repetiram o modelo "todos contra Geraldo Alckmin" no debate promovido ontem pelo jornal Folha de S. Paulo e o portal Uol. O petista Aloizio Mercadante e o pepista Celso Russomanno fizeram duras críticas ao PSDB e a Alckmin nas áreas de educação, pedágios, segurança e aeroportos.

, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2010 | 00h00

O tucano reagiu ao bombardeio. "Vou pedir licença para o internauta, porque eu tenho de fazer um debate múltiplo aqui." Ele afirmou que "o candidato do PT só fala mal, mas não faz propostas."

Segundo pesquisa Ibope de 30 de julho, Alckmin lidera a corrida eleitoral com 50% das intenções de voto. Em segundo lugar, aparece Mercadante com 14%, seguido de Russomanno, 9%.

Mercadante disse que em 16 anos de governo no Estado o PSDB havia deixado a educação em péssimas condições. Ele trouxe as comparações para o âmbito federal e fez várias menções ao presidente Lula. "As pessoas comparam o governo Lula com o governo FHC, já que nunca governamos o Estado, e reconhecem que o Lula foi muito melhor."

Mercadante alfinetou o tucano, dizendo que São Paulo não pode ser comandado "por um gerente administrativo que fica tentando maquiar a realidade com estatísticas".

Russomanno se alinhou a Mercadante durante o debate e chegou a elogiar o senador, por ter batalhado para trazer recursos para o Estado.

Alckmin disse que iria usar parcerias público-privadas para fazer o expresso aeroporto. Mercadante aproveitou a deixa. "O governo do PSDB tem uma fixação com privatização: venderam o Banespa, CPFL, agora Alckmin diz que vai fazer o expresso aeroporto privatizado." O tucano defendeu as privatizações.

Houve dois momentos incômodos. Um internauta perguntou se Alckmin teria "coragem" de pôr seus filhos ou netos em escola pública. Ele afirmou ter estudado em escola pública, mas não respondeu diretamente à pergunta. Outro perguntou a Mercadante sobre sua oposição e posterior apoio a José Sarney no Senado. Ele disse que "sem aliança não se governa".

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