Candidato tucano promete reformas no seu governo

O candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou que implementará as reformas tributária e política em seu governo. Questionado pelo jornalista José Marcio Mendonça, em sabatina promovida pelo Grupo Estado, sobre como faria as reformas com um Congresso como o atual, Alckmin disse que a cláusula de barreira deixará que apenas seis ou sete partidos, em vez de 19 ou 20, tenham representação na Câmara, e que isso, por si só, já vai melhorar a situação.Alckmin disse ainda que, se eleito, enviará, já em janeiro, um projeto de fidelidade partidária, que espera ser aprovado rapidamente pelo Congresso. "Essa medida, junto com a cláusula de barreira, melhorará a governabilidade." Ele disse que aproveitará o início do mandato para fazer as reformas e afirmou que o governo Lula não terá força para fazê-las, se já não as fez no primeiro. "Um segundo mandato é mais do mesmo", disse.Alckmin disse que unificará o ICMS e o IVA. Ele negou que o governo de São Paulo tenha barrado a tentativa de unificação do ICMS feita pelo governo Lula. Disse que a culpa foi dos Estados do Nordeste, que quiseram uma compensação - um fundo de R$ 2 bilhões para investir na região - por eventuais perdas na guerra fiscal. "Aí, o governo enrolou."Alckmin afirmou que o governo só fez aquilo que lhe interessava. "Prorrogou a CPMF e a DRU (Desvinculação de Receitas da União). Garantiu o dinheiro federal na mudança da Cofins. Aumentou o imposto para ele, com a Cofins e a CSLL - e chegou a uma carga de 39% do PIB."Segundo Alckmin, o governo não tem maioria para fazer as reformas, apenas para absolver mensaleiros. Ele não comentou a participação de seu partido na absolvição dos deputados envolvidos nas denúncias de corrupção. Apenas citou que a maior parte deles fazia parte da base do governo.Voltou afirmar que o governo precisa cortar gastos. Ele previu que a carga tributária pode chegar a 40% do PIB em 2007 com o aumento das despesas neste ano. "O que aumenta o imposto é o gasto público, sobre o qual o governo não tem controle."

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