Candidatos à Presidência expõem prioridade de governo

Sem a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição - que teve uma cadeira vazia reservada no programa -, começou, às 22 horas desta segunda-feira, 14, o primeiro bloco do debate entre os presidenciáveis, promovido pela "Rede Bandeirantes de Televisão".Mediado pelo jornalista Ricardo Boechat, de 53 anos, o debate teve início com um bloco no qual os candidatos participantes - Cristovam Buarque (PDT), Heloísa Helena (P-SOL), Geral Alckmin (PSDB), José Maria Eymael (PSDC) e Luciano Bivar (PSL) responderam a uma mesma pergunta de 30 segundos elaborada pela produção, por ordem de sorteio feito na hora: "Mais emprego, mais educação, mais segurança, menos corrupção. É o que todos prometem. Escolha o que seria a prioridade de seu governo."Cada candidato teve 2 minutos para a resposta.O bloco foi aberto por Luciano Bivar, primeiro sorteado. Para ele, a alta tributação empurra os cidadãos à marginalidade. Por isso, defendeu o Imposto Único como remédio para todos os problema. Alckmin, o segundo a responder, afirmou que sua prioridade absoluta é "resgatar a esperança de uma população desencantada de uma população cansada de ver corrupção, malversação e a má administração". Colocou em primeiro plano uma agenda do crescimento econômico e da Educação. Colocou como "grande arrancada para o desenvolvimento o Brasil sendo líder e não último da fila". Fez em dois minutos síntese de seu programa. Cristovam Buarque bateu na tecla que vem insistindo: ar revolução pela Educação. "Para mim é o único meio de resolver todos os outros problemas."Eymael dirigiu-se a todos, com um discurso sobre "o mal contra o mal" - mal do governo de Fernando Henrique contra o mal do governo Lula, forças causadoras crises vividas pelo País, como a da corrupção e da segurança... O compromisso fundamental é um novo modelo tributário. Heloísa Helena fechou o bloco, manifestando indignação pela "arrogância" de Lula que não apareceu para o debate. "Ou é medo...", disse a senadora. Também sintetizou tudo, culpando a taxa de juros e os banqueiros por tudo, e falou dos "filhos da pobreza" e da repressão implacável ao crime organizado.

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