Candidatos ao governo do Rio começam a formar alianças

Com o aumento da possibilidade de segundo turno, para governador do Rio de Janeiro, registradas pela últimas pesquisas, começa a movimentação dos candidatos para construir suas alianças. A tendência é a de que a deputada federal Denise Frossard (PPS), o senador Marcelo Crivella (PRB) e Eduardo Paes (PSDB) se unam contra a candidatura do líder nas pesquisas Sergio Cabral Filho(PMDB). Frossard e Crivella, tecnicamente empatados, não admitem publicamente ficar de fora do segundo turno, mas seus assessores dão como favas contadas que eles irão se apoiar mutuamente, seja quem for o segundo colocado. O único que poderia adotar uma posição de neutralidade é o tucano Eduardo Paes, que fez críticas duras a Frossard durante a campanha. Vladimir Palmeira (PT) não foi encontrado para falar sobre o assunto. "Quero que todos me apóiem, até porque a pesquisa foi feita antes do debate (da TV Globo, na terça-feira). Agora temos feito tracking que mostram que o quadro é outro, Denise caiu e eu estou subindo", disse Paes."Espero o apoio de todos, tenho certeza que estarei no segundo turno e terei o apoio de Denise", disse Crivella. A união de todos os candidatos contra Cabral já foi amplamente discutida antes do início da campanha. A idéia surgiu em março, durante um almoço de comemoração pela vitória de Alexandre Mocaiber, em Campos, no norte fluminense, na casa do deputado federal Alexandre Cardoso (PSB). Na ocasião, adversários políticos históricos se uniram para celebrar a vitória contra o ex-governador Anthony Garotinho, emblemática por ter ocorrido no berço político dele. A eleição de 2002 havia sido anulada por denúncia de crime eleitoral tanto do candidato de Garotinho, Geraldo Pudim (PMDB), quanto de seu adversário e vencedor do pleito, Arnaldo Campista (PDT).Uma candidatura única chegou a ser discutida, mas não houve consenso em torno de um nome. Participaram do almoço o prefeito Cesar Maia e seu filho Rodrigo, deputado federal (PFL), Crivella, Paes e a candidata ao senado Jandira Feghali (PC do B). Pouco tempo depois, Maia agendou alguns encontros supra-partidários com o objetivo de formar uma frente anti-Garotinho no estado, mas, mais uma vez, não se chegou a um acordo sobre o nome do candidato. Um assessor de Crivella afirma que houve um pacto entre os partidos de que eles lançariam seus candidatos no primeiro turno e depois todos se apoiariam caso houvesse segundo turno. Paes nega o acordo, mas confirma as negociações e que esteve no almoço.O líder nas pesquisa, Sergio Cabral Filho diz que está confiante e que "por convicção (de que não existirá), não falo de segundo turno". Ele disse que irá intensificar a campanha de rua e que as últimas pesquisas (nas quais tinha caído três pontos percentuais) estão defasadas porque não pegaram os efeitos do debate. "Tenho pesquisas quantitativas e tracking que me sinalizam a vitória no primeiro turno", afirmou.Os prefeitos do interior preparam uma mobilização massiva para tentar garantir a vitória no primeiro turno. Cabral Filho tem o apoio de mais de 80 das 92 prefeituras.

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