Candidatos ao Senado no Rio colam em Lula

A cinco dias das eleições e com a disputa pelo governo fluminense virtualmente decidida em favor do governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), candidato à reeleição, três dos principais concorrentes às duas vagas do Estado no Senado transformaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu principal cabo eleitoral.

Wilson Tosta / RIO, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2010 | 00h00

Em novas peças publicitárias exibidas na TV, Lula pede que votem em Lindberg Farias (PT) e em Marcelo Crivella (PRB) - em seu programa, Lindberg dá um barulhento beijo na mão do presidente, agradece e promete não decepcionar. Mais discreto, Crivella diz na sua inserção que o apoio muito o "honra". Sem a solidariedade do presidente este ano, Jorge Picciani (PMDB) recorre a um filmete de 2002, quando Lula também o elogiava.

Os três candidatos formam com Cesar Maia (DEM), do campo oposicionista, o primeiro pelotão da eleição para senador no Rio. Maia, porém, não recorreu a José Serra (PSDB), que apoia, preferindo peças com declarações de Geraldo Alckmin e Aécio Neves (PSDB).

Os quatro postulantes ao Senado estão em ascensão nas pesquisas. Lindberg e Crivella continuam nos dois primeiros lugares, com Maia e Picciani atrás, mas perto, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS), cientista político Geraldo Tadeu Monteiro.

"Crivella tem mantido 35% a 36%, com Lindberg um pouco mais à frente. O crescimento do Picciani, encostando no Cesar Maia, não parece ameaçar os dois que estão na ponta", disse. "Muitos eleitores só se decidem na última semana. Mas os indecisos, em geral, tendem a se definir como aqueles que já se decidiram."

Os quatro têm faixas bem definidas no eleitorado fluminense, segundo o pesquisador. Ex-prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg tem muito apoio na Baixada Fluminense. Crivella, que é senador em fim de mandato e bispo licenciado da Igreja Universal, tem força em áreas populares da zona norte do Rio. Já Picciani, presidente licenciado da Assembleia Legislativa, é forte no interior e Maia tem base mais forte em setores de classe média conservadora.

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