Candidatos começam a se diferenciar na economia

Serra e Dilma se lançaram na corrida ao Planalto com discursos que expuseram suas [br]divergências

Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

13 de abril de 2010 | 00h00

Os discursos em que José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) formalizaram sua entrada na corrida presidencial evidenciam divergências entre ambos sobre a condução da política econômica e da gestão de pessoal, entre outros temas.

Dilma, que formalizou a pré-candidatura à Presidência em fevereiro, em um congresso do PT, prometeu manter "o equilíbrio fiscal, o controle da inflação e a política de câmbio flutuante" praticados pelo atual governo.

Já Serra, que se apresentou como pré-candidato no último sábado, disse ver uma "combinação perversa" de "falta de infraestrutura, inadequações da política macroeconômica, aumento da rigidez fiscal e vertiginoso crescimento do déficit do balanço de pagamentos".

O tucano não esclareceu quais seriam as "inadequações" da política econômica, mas são conhecidas suas restrições aos níveis das taxas de juros e das cotações do dólar.

A menção ao "aumento da rigidez fiscal" revela a insatisfação de Serra com a qualidade da gestão fiscal do governo, segundo o deputado e economista tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas (ES). A crítica, afirma o parlamentar, é dirigida à ampliação dos gastos de custeio - de pessoal, entre eles - e ao represamento de recursos em fundos com o objetivo de inflar superávits fiscais.

Dilma não deu mostras de que pretenda conter gastos com pessoal. "Alguns falam todo dia de inchaço da máquina estatal. Omitem, no entanto, que estamos contratando basicamente médicos e profissionais de saúde, professores e pessoal na área de educação, diplomatas, policiais federais e servidores para as áreas de segurança, controle e fiscalização", discursou.

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