Candidatos escapam da cadeia graças à lei eleitoral

Dois candidatos com ficha suja na polícia escaparam de ser presos em São Paulo em razão da proximidade das eleições. O vereador em Limeira Antônio Cesar Cortez (PV), candidato a deputado estadual conhecido como Quebra Ossos, é acusado de receber propina de R$ 140 mil do empresário do setor de merendas Eloízo Gomes Afonso Durões, preso dia 23. Cortez não foi para a cadeia porque a lei eleitoral não permite prisão de candidatos 15 dias antes das eleições - salvo em caso de flagrante. Durões é dono da SP Alimentação suspeita de movimentar R$ 280 milhões em notas frias e de corromper políticos e funcionários públicos. Segundo denúncia do Ministério Público Estadual, o vereador Cortez lavou dinheiro da propina comprando um apartamento em Campinas. Ele alega inocência e continua em campanha.

Márcio Pinho, O Estado de S.Paulo

29 de setembro de 2010 | 00h00

Claudinei Alves dos Santos, o Ney Santos, de 29 anos, candidato a deputado federal pelo PSC, também teve prisão temporária decrecretada. Ele conseguiu um salvo-conduto no Tribunal de Justiça e poderá ficar em liberdade até 48 horas após as eleições. Desde 2006, quando saiu da cadeia após ser preso por roubo, ele acumulou patrimônio de R$ 50 milhões. É acusado de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, sonegação e formação de quadrilha.

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