Candidatos exibem suas biografias na estreia

Foram programas de apresentação dos candidatos ao eleitor. Nada mais natural que seus nomes fossem as palavras mais citadas. "Serra" teve 19 menções. "Dilma" foi pronunciada 18 vezes. Descontados os monossílabos, foram os dois vocábulos - e os assuntos - que monopolizaram as estreias do horário eleitoral dos programas dos candidatos do PSDB e do PT, respectivamente, ontem à tarde.

José Roberto de Toledo ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2010 | 00h00

Não foi apenas o foco nos presidenciáveis que se repetiu nas propagandas dos dois rivais. O objetivo dos marqueteiros de ambos foi o mesmo: lambuzar a TV com programas impregnados de emoção. Os artifícios são os de sempre: muita música, gente alegre, gente chorando, gestos carinhosos, animais de estimação.

A mesma disposição de emocionar o eleitor se reflete nas "nuvens" das palavras mais citadas durante os programas. "Gente", "família" e "coração" na propaganda de José Serra. "Vida", "afetivamente", "mãe/filha" no programa de Dilma Rousseff.

Na propaganda do tucano, o narrador e os jingles trataram Serra por "Zé" nada menos que 7 vezes. A tentativa de ''popularizar'' o candidato não foi muito bem sucedida. Afinal, toda vez que os "populares", no próprio programa, se referiam ao presidenciável o chamaram de "Serra", nunca de "Zé".

No bloco da petista, a caracterização de Dilma foi um pouco diferente, mas teve o mesmo objetivo de criar uma identificação da eleitora com a candidata. "Mãe", "companheira", "mulher" foram algumas das palavras associadas à presidenciável.

Nos dois lados. O presidente Lula também foi um ponto em comum das duas propagandas. Na de Dilma, como principal avalista da candidata. O presidente apareceu segurando a mão de sua protegida no lançamento da candidatura. E depois derramou-se em elogios exagerados: "(...) Acho que não tem hoje no Brasil ninguém mais preparado que a Dilma".

Na de Serra, Lula virou "Silva". O jingle final da propaganda tucana aposta no que os marqueteiros do PSDB chamam de pós-Lula. Por isso, torce: "Quando o Lula da Silva sair, é o Zé que eu quero lá. Com Zé Serra, eu sei que anda, é o Zé que eu quero lá".

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