Candidatos no RS concentram críticas no tema privatização

Depois de um começo cordial, a campanha eleitoral para o governo do Rio Grande do Sul entrou na fase das acusações. Pautado pelo PT, que concorre com o ex-governador Olívio Dutra, o tema das privatizações gerou os principais movimentos de ataque e defesa das duas candidaturas nesta sexta-feira.Na propaganda da televisão, a deputada federal Yeda Crusius, candidata do PSDB, disse que não vai vender o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), ao contrário dos "boatos, mentiras e calúnias" que os adversários espalham, num "jeito antigo de fazer política já repudiado pela população". Também prometeu fazer do banco um instrumento de desenvolvimento do Estado. "Essa é a minha palavra, eu tenho palavra", reiterou.ContradiçõesO programa de Olívio Dutra citou as palavras de Yeda para exibir, em seguida, um recorte do Diário Oficial de 24 de agosto de 1995 com um discurso feito por ela na Câmara Federal, no qual defendia a privatização dos bancos estaduais. E perguntou "qual é a verdadeira palavra: o que Yeda sempre disse ou o que ela só diz em época de eleição?" Também mostrou um vídeo da campanha de 1994, quando o então candidato Antônio Britto (chapa PMDB-PSDB) chamava os adversários de mentirosos por espalharem que ele venderia estatais, o que acabou fazendo em seu governo (1995 a 1998).O Banrisul também foi tema da campanha de Olívio na rua. O candidato petista promoveu um ato público contra a privatização diante da matriz do banco, na praça da Alfândega. O coordenador da campanha do PT no Estado, Arno Augustin, disse que a manifestação foi um alerta sobre o risco de venda de estatais caso o PSDB vença as eleições no RS e no País.Informada do ato, Yeda comentou que seu adversário estava fazendo mais uma tentativa de criar fato que não existe e aplicar um rótulo que não pegou. A legislação estadual do Rio Grande do Sul estabelece que o Banrisul só pode ser vendido se a operação for autorizada pela população, em plebiscito.

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