Candidatos optam por manter caráter biográfico no horário gratuito

A propaganda do horário gratuito dos candidatos ao governo do estado de São Paulo evitou, mais uma vez, o confronto direto e as acusações gratuitas. A biografia - experiência na vida pública e competência - foram a tônica dos programas. O senador Aloizio Mercadante, candidato do PT, aproveitou a noite desta segunda-feira, 11, para preparar terreno para o comício na Praça do Patriarca, marcado para esta terça, às 14 horas, após a Marcha das Mulheres no Dia Lilás que a coligação "Melhor Pra São Paulo" organizou. Falando ao público feminino, Mercadante destacou a atenção que seu governo pretende dar às mulheres, criando uma Secretaria da Mulher ou melhorando e ampliando o atendimento das Delegacias da Mulher. O candidato apoiou suas afirmações na escolha de Nádia Campeão - "mãe e mulher" - para ser sua vice-governadora.A propaganda de Mercadante esteve colada à campanha presidencial de Lula e teve Eduardo e Marta Suplicy pedindo apoio, além do próprio Lula, animado, prometendo uma "Revolução em São Paulo". Apesar da certeza manifesta da presença em um segundo turno, a propaganda eleitoral não cita sondagens específicas. Não faltaram, ainda, as recordações à participação de Mercadante nos programas Bolsa Família e o Pro Uni. E a promessa de instalar uma força-tarefa nacional para combater o crime organizado,colocar em prática medidas que reduzam a espera de exames e consultas médicas e tornar a educação "uma paixão de São Paulo".O candidato do PMDB, Orestes Quércia, criticou a administração tucana no Estado e atacou as propostas de Serra, que qualificou de "mirabolantes". Ele citou suas propostas como a unificação do comando na Secretaria de Segurança, modernização da polícia e aumento os salários dos policiais, além de separar os presos comuns dos líderes das facções. Com relação à educação, o peemedebista afirmou que irá acabar com a aprovação automática e instalar os batalhões escolares. Quanto ao desemprego, Quércia disse que irá "incentivar a industrialização", e para a saúde, prometeu equipar as unidades básicas de saúde, instalar laboratórios e realizar convênios com hospitais particulares.A promessa central do peemedebista é a de ser o "governador do emprego", abrindo e pavimentando estradas, construindo mais hospitais, escolas, metrô , 400 mil casas populares, instalando delegacias e equipando melhor as polícias."Vou cinco vezes mais do que PSDB e muito mais que qualquer governo do PT", afirmou para em seguida mostrar sua posição em pesquisas realizadas nas cidades do interior do Estado.José Serra, do PSDB, candidato melhor colocado nas pesquisas, voltou a apostar na história de sua vida pública e mostrou mais uma vez suas realizações nas áreas de saúde, educação e geração de empregos à frente da Prefeitura de São Paulo, e de quando foi ministro da Saúde. Abriu seu programa recordando que São Paulo "tem o tamanho e a força de um país" e que aqui se produz um terço de todas as riquezas do Brasil. "Por isso, o governador de São Paulo tem que estar antenado com mundo moderno. Não pode ficar na idade da pedra nem andar na garupa de presidente da República", afirma o próprio candidato. Em seguida, abordando seu Plano de Desenvolvimento Estratégico, anuncia obras em todo Estado "sem dar o passo maior do que a perna": obras no metrô e linhas de trem expresso na capital; um trem expresso para Guarulhos; obras de saneamento na Baixada Santista; duplicação da Rodovia dos Tamoios no Vale do Paraíba; e obras no Corredor Noroeste na região de Campinas além de duplicação de estradas e pavimentação de estradas vicinais em todo o Interior.

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