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Cântico com incitação à violência em treinamento da PM causa polêmica no PR

Gritos falam em 'espanca até matar, arranca a cabeça'; corporação afirma que dizeres não determinam conduta nas ruas

Julio Cesar Lima, Especial para o Estado

17 Maio 2017 | 11h05

CURITIBA - Um vídeo de treinamento de soldados da Ronda Tático Motorizado (Rotam) que entoavam um mantra enquanto corriam, tomou conta das redes sociais e colocou dúvidas sobre o tipo de preparação feita na Academia do Guatupê, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. 

"Bate na cara, espanca até matar, arranca a cabeça e explode ela no ar. Arranca a pele e esmaga os seus ossos, joga ele na vala e reza um Pai Nosso", cantavam os policiais.

Veja o vídeo abaixo:

A Polícia Militar do Paraná, explicou por meio de nota, que não há alguma medida proibitiva para isso, mas cânticos dessa natureza estão ultrapassados e não representam o tipo de ação exercida pela corporação.

"Apesar de estarem caindo em desuso, estas canções são utilizadas pelas forças de segurança pública no Brasil e no mundo inteiro. Na PM do Paraná, apesar de não haver orientação proibitiva, alguns grupos as utilizam durante treinamento", explicou. "No entanto, a PM destaca que estas canções não determinam a formação e nem a conduta de atuação dos policiais militares nas ruas diariamente."

As imagens foram postadas na página Admiradores da Polícia Militar do Paraná, no Facebook, e teve mais de 222 mil visualizações. A PM ressaltou que está alinhada com os "direitos humanos". 

"A Polícia Militar, em sua missão constitucional, se pauta pela atuação de policiamento comunitário, em consonância com os direitos humanos e de absoluto respeito à dignidade da pessoa humana", ressaltou.

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