Cantora portuguesa brinca com caos aéreo em show

Em Brasília, fadista Mariza contou ter encarado longo atraso em Congonhas

Agencia Estado

02 Julho 2007 | 10h05

O caos aéreo virou uma respeitosa e bem humorada piada de brasileiro contada pela fadista portuguesa Mariza à platéia que lotou o Teatro Villa Lobos, em Brasília, no sábado, 30. Depois de ser chamada ao palco - debaixo de aplausos - para interpretar mais quatro canções fora do repertório programado, Mariza disse estar feliz pelo sucesso da noite, mas que estava cansada e que ninguém ali imaginava que o show quase havia sido cancelado. Mariza, os músicos e toda a equipe técnica chegaram cedo ao aeroporto de Congonhas para embarcar para Brasília. Queriam chegar logo à capital para conhecer a "cidade de Niemeyer, asa Norte, asa Sul", mas foram surpreendidos por uma informação espantosa: o vôo estava muito atrasado. A cantora encarou o atraso como algo da rotina dos aeroportos, mas quis saber qual era, então, a previsão para a nova partida. Rindo, contou à platéia que recebeu a resposta que os brasileiros vêm recebendo há meses, que não havia nenhuma previsão de partida. Essa foi a primeira piada sem graça do dia da cantora, contada à noite, em Brasília. Segunda piada: no meio da tarde, a companhia anunciou que o vôo do início da manhã iria, finalmente, partir, e convocou os passageiros para se dirigirem ao portão 4. Quando ela e os músicos chegaram ao portão, o avião já estava de partida, e a "manga sendo recolhida" - manga, em português de Portugal, é o finger, o braço que leva os passageiros do portão de embarque para dentro do avião. E ainda teve de ouvir a explicação-piada de que eles, que estavam no aeroporto desde o início da manhã, haviam chegado atrasados. "Os músicos e todas as pessoas deitados no chão, o caos, mais caos e espera, espera e mais espera", resumiu a elegante fadista portuguesa como que a pedir compreensão à platéia pela experiência estressante por que passou no aeroporto de Congonhas.

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