Cão da PM localiza maconha em matagal

O pastor alemão Sadam, do canil da Polícia Militar de Araçatuba, demonstrou hoje que merece do título de campeão brasileiro de faro, conquistado durante o 5º Concurso de Cães da Polícia e Convidados, realizado no mês passado em São Paulo. O cão, de um ano e dez meses, localizou um pé de maconha de 80 centímetros em um terreno baldio do bairro Abílio Mendes, periferia da cidade. A Polícia Militar recebeu uma denúncia, por volta de 13h30, de que ?desocupados? estavam consumindo drogas no terreno. Oito pessoas foram detidas e revistadas. Nada foi encontrado em poder delas, além de documentos e pertences pessoais.No entanto, o cão, que é treinado especialmente para farejar maconha, começou a percorrer o terreno até encontrar o pé da erva, em meio ao matagal. Ele também localizou um cachimbo artesanal."Quando ele achou a planta, não parava de cheirá-la e tentava arrancar as folhas com os dentes", contou o cabo Adivá Beija-Flor, que conduziu o cão durante a batida policial. No treinamento que o tornou especialista em farejar maconha, Sadam era incitado a correr atrás de uma pequena bola contendo uma porção da droga em seu interior. Isso fez o animal memorizar o cheiro de maconha.Além de Sadam, o canil da PM de Araçatuba tem mais dois animais que farejam drogas: Rambo, um labrador de 13 meses, treinado para localizar cocaína e crack; e Shena, uma cadela, também da raça labrador, e com a mesma idade de Rambo, que fareja maconha. Na competição em que conquistou o título de campeão brasileiro de faro, realizada no 3º Batalhão de Choque da Capital, Sadam teve como adversários 14 cães das raças cocker e labrador, considerados mais eficientes em faro do que os pastores alemães.O pé de maconha encontrado pelo cachorro foi arrancado e levado para a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes de Araçatuba para registro de boletim de ocorrência. De lá, a planta seria levada para o Instituto de Criminalística para exame de constatação. Apesar de a Polícia Militar contar com cães farejadores eficientes, não é comum a localização de pés de maconha na cidade. "Este é o terceiro caso em 10 anos", informou um investigador. É mais comum a apreensão da erva já pronta para consumo.

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