Caos aéreo na Argentina retém mais de mil brasileiros

Diversos vôos partiram com até 24 horas de atraso dos dois aeroportos de Buenos Aires

Ariel Palacios, O Estado de S. Paulo

27 de julho de 2008 | 13h54

Milhares de turistas que iniciavam neste fim de semana suas férias de inverno - entre eles brasileiros, chilenos, mexicanos e europeus - foram vítimas do caos que tomou conta dos dois aeroportos de Buenos Aires, o de Ezeiza (para vôos internacionais) e o Aeroparque (vôos internos). Dezenas de vôos decolaram com atrasos em média de duas horas.  Veja também:'Não há solução mágica para crise', diz AerolíneasCaos aéreo argentino frustra passageiros em aeroporto no RioVôos da Aerolíneas continuam com atrasos de mais de uma horaItamaraty presta atendimento a brasileiros em Buenos AiresBrasileiros reclamam de serviço de companhia aérea argentinaViajar na Argentina transformou-se em Odisséia Diversos vôos, entre eles alguns que levavam turistas brasileiros de volta para o Rio de Janeiro, partiram com até 24 horas de demora. Ao longo do domingo, segundo diversas estimativas, entre 400 e 1.000 passageiros brasileiros estiveram esperando seus vôos atrasados para partir de Ezeiza rumor ao Brasil. Os maiores problemas foram apresentados pelos vôos das companhias Aerolíneas Argentinas e sua associada Austral, responsáveis pela maioria dos vôos internos e de grande parte dos vôos internacionais. O caos teria sido gerado por overbooking, já que a empresa espanhola Marsans, que até a semana passada era a única administradora da Aerolíneas, teria vendido um excesso de passagens aéreas, muito além de suas reais possibilidades de transporte. Neste domingo, 12 vôos da Aerolíneas e outras companhias registravam atrasos para decolar de Ezeiza, do quais sete rumo ao Brasil. Por causa da confusão, dez vôos estavam atrasados para aterrissar em Ezeiza, dos quais cinco vinham do Brasil. No Aeroparque, 17 vôos atrasaram-se para o pouso, enquanto que outros 18 demoravam sua partida.                                                                     Overbooking Na sexta-feira, porta-vozes da Aerolíneas alegou que os vôos estavam atrasados por problemas "radiotécnicos". A empresa sustentou que uma estação de rádio FM clandestina havia provocado os inconvenientes por "interferências radiais", impedindo o tráfego aéreo. No sábado, o argumento para os atrasos continuava sendo o mesmo. A companhia sequer estava fornecendo explicações para as demoras.  Mas, os sindicatos de funcionários aeronáuticos, desde a sexta-feira, contradiziam o argumento da companhia e sustentavam que a empresa espanhola Marsans - que até a semana passada havia administrado sozinha a Aerolíneas - havia vendido passagens em excesso.  A denúncia foi reforçada pelo Ministro do Planejamento e Obras, Julio De Vido, que acusou a Marsans de emitir passagens por US$ 140 milhões sem ter uma frota em condições de cobrir os serviços. "A empresa queria fazer dinheiro, mas não contava com condições de dar o serviço", acusou De Vido. Texto atualizado às 15h39 (Com Solange Spigliatti, do estadao.com.br)

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