Caos no aeroporto de Brasília se repete neste sábado

As retenções e atrasos de decolagens de vôos no Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília, voltaram a se repetir neste sábado. Até às 11h da manhã de sexta-feira, a assessoria da Infraero estimava que pelo menos 32 vôos tinham demorado, em média, cerca de uma hora para partirem com destino a cidades das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.Há denúncias, no entanto, de que os militares do controle aéreo estariam fazendo uma "greve branca" por melhores condições de trabalho. O comando da Aeronáutica, entretanto, nega essa versão. Segundo informações do Blog do Noblat, os controladores de vôo do aeroporto de Brasília cruzaram os braços por volta das 10 horas da manhã deste sábado. A previsão, era de que a greve branca durasse uma hora, quando nenhum avião iria decolar, mas as aterrissagens estavam autorizadas. A paralisação em Brasília vai afetar vôos em quase todos os estados. Na sexta-feira, o aeroporto da capital federal, o terceiro em movimento de passageiros do país, já havia vivido um verdadeiro caos, com 49 vôos prejudicados em seus horários de decolagem ao longo de todo o dia.Por causa da longa espera dos passageiros e da saturação das instalações do aeroporto ocorrida na sexta, a direção da Infraero resolveu reforçar alguns serviços. "Estamos de prontidão e pedimos a ampliação de servidores da Infraero de plantão neste final de semana para melhor atender o público", contou ao Estado o presidente da estatal, brigadeiro José Carlos Pereira.A Infraero é responsável pelas instalações físicas de 68 aeroportos do País, mas as autorizações para pousos e decolagens cabem ao Departamento de Controle de Tráfego Aéreo da Aeronáutica. A estratégia de atrasar e suspender as partidas dos aviões com destino ao Sul e Sudeste está sendo adotada pela Aeronáutica para evitar sobrecarga dos controladores de tráfego.Por segurança, a norma internacional determina que cada controlador não monitore mais de 14 aviões simultaneamente. Os setores de controle próximos à capital federal, segundo o governo, estão apresentando os maiores problemas de congestionamento no último mês.Para as autoridades, dois fatores estão provocando o risco de saturação nas proximidades do Distrito Federal: a falta de oito operadores afastados durante as investigações do episódio da queda do Boeing da Gol, que matou 154 pessoas no dia 29 de setembro, e um excepcional aumento de aviões de pequeno porte sobrevoando a região central do País.Esta matéria foi atualizada às 13h11 para acréscimo de informações.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.