Capiberibe evita notificação por edital

Retardando a ação da Justiça e afastando, temporariamente, a possibilidade de ser tirado do cargo, o governador do Amapá, João Alberto Rodrigues Capiberibe (PSB), conseguiu nesta terça-feira evitar a publicação de um edital que o notificaria de uma acusação de calúnia e difamação. A queixa-crime contra ele foi oferecida pela ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Amapá Margarete Salomão de Santana.Margarete acusa-o de, numa cerimônia pública, ter dito que ela está envolvida com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção. Em novembro, dois oficiais de Justiça tentaram localizar o governador, mas afirmaram que um funcionário do palácio do governo os dispensou, dizendo que Capiberibe não assinaria nem receberia nada. Diante disso, a lei determina que ele seja notificado por um edital, a ser publicado no "Diário Oficial". O responsável pelo processo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Edson Vidigal, disse nesta terça-feira que recebeu uma carta de Capiberibe, datada de quinta-feira (15), na qual ele diz que não se recusou a receber os oficiais e está à disposição da Justiça. Antes, havia tentado falar com o ministro por telefone. "Bastaria o edital para que a Assembléia Legislativa do Amapá se reunisse e cassasse o mandato dele", explicou Vidigal. Capiberibe não tem maioria entre os deputados e já foi afastado pelos parlamentares.

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