Elias Jorge/Divulgação
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Capital do Acre tem a maior cheia em 132 anos; rio chega a 18 metros

Uma pessoa morreu e 71 mil estão desalojadas; prefeito de Rio Branco decretou no domingo calamidade pública

Itaan Arruda Dias , ESPECIAL PARA O ESTADO

02 Março 2015 | 22h09

RIO BRANCO - A cidade de Rio Branco, no Acre, registra a maior cheia em 132 anos, com mais de 71 mil pessoas desalojadas e uma morte. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), o Rio Acre atingiu 18,01 metros. A cota de transbordamento na capital acriana é de 14 metros.

O Corpo de Bombeiros de Rio Branco já faz apelos para mobilizar voluntários. Nas redes sociais, oficiais da corporação pedem barcos e pessoas com disposição para ajudar nas buscas de vítimas e desabrigados. A cheia supera a de 1997, quando o nível do rio chegou a 17,66 metros. 


Já são 40 bairros atingidos e o prefeito decretou, no domingo, estado de calamidade pública. Junto com o governo do Acre, o município decretou também ponto facultativo para o funcionalismo público, para tentar diminuir o fluxo de pessoas e de veículos na região central da cidade.

As duas pontes centrais de Rio Branco foram interditadas por medida de segurança. Com essas ações, a rotina do rio-branquense foi completamente modificada. Engarrafamentos, trânsito lento e protestos comunitários foram registrados durante toda esta segunda-feira, 2.

Morte. Uma servidora pública morreu eletrocutada enquanto entrava na casa da filha, alagada com água a quase 1 metro do chão. As aulas na rede pública de ensino também foram suspensas nas demais cidades em que houve problema de cheia do Rio Acre.

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