Capitão da PM acusado de tráfico é detido em SP

A Polícia Federal pediu a prisão temporária por cinco dias do capitão Celso Aparecido Monari, de 39 anos, lotado na Casa Militar do Palácio dos Bandeirantes, residência oficial do governador paulista Geraldo Alckmin. Ele é acusado de comandar uma quadrilha responsável pela maior distribuição de maconha e por chacinas motivadas por dívidas de drogas na zona leste de São Paulo, informaram os sites da GloboNews e do Diário de S. Paulo.Segundo os delegados da PF Washington Cunha Menezes e Gilberto Pacheco, o oficial está preso na Corregedoria da PM, no bairro da Luz, centro de São Paulo. Os delegados, que trabalham em Marília, no interior do Estado, chegaram ao nome do oficial ao apreender, na noite da última quinta-feira, 863 kg de maconha em poder de Marcos Roberto Fernandes, de 32 anos, Fábio Siqueira Bueno, de 42, e Amilton Dias Cerqueira, de 34.Ao ser interrogado, Fernandes revelou que foi contratado pelo capitão Monari para pegar a droga na cidade de Paraguaçu Paulista, no oeste do estado, a 24 km de Assis, e levar até um posto de combustível em Alphaville, Barueri, região metropolitana de São Paulo. A maconha foi trazida de Dourados (Mato Grosso do Sul) no fundo falso do ônibus com placas ACM-2663/Umuarama (Paraná), por outro grupo de traficantes. Em Paraguaçu Paulista, Cerqueira assumiu o volante do ônibus. O veículo foi escoltado por Fernandes, no Fiesta CPX-8106/SP, e por Bueno, na Blazer CHU-8318/SP.Os três têm condenação por roubo e foram presos no km 427 da Rodovia Raposo Tavares, numa ação conjunta de agentes federais de Marília e policiais militares do Serviço Reservado de Assis. Com Cerqueira, foragido do presídio de Mongaguá, agentes federais apreenderam uma pistola ponto 40. A arma é da Polícia Civil e foi furtada em Franco da Rocha.A Polícia Federal acredita que outros policiais civis e militares estejam envolvidos na mesma quadrilha de traficantes. A PF já tem rastreadas três conversas telefônicas de Bueno com o capitão. O oficial estava trabalhando no setor de Finanças do Palácio dos Bandeirantes. Ele ingressou na Polícia Militar em 1984.Segundo nota divulgada neste sábado pela Polícia Militar, a Corregedoria da Polícia Militar recolheu administrativamente em suas dependências o oficial e iniciou as investigações para verificar se a acusação do suspeito tem procedência. Assim que forem concluídas as investigações, a PM voltará a se manifestar sobre o assunto.

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