Capitão é ouvido sobre denúncia de tráfico

Em depoimento à polícia, na noite desta segunda-feira, o capitão da Polícia Militar Celso Aparecido Monari negou ser o líder da quadrilha responsável pelo carregamento de 863 quilos de maconha, apreendido na semana passada na Rodovia Raposo Tavares, em Assis, a 500 quilômetros de São Paulo.O capitão, que trabalha na Casa Militar do governo de São Paulo, também afirmou não ter participado do crime. Ele admitiu apenas conhecer o motorista do caminhão onde foi encontrada a droga, Hamilton Dias Cerqueira. Disse inclusive que já freqüentou a casa de Cerqueira.O delegado da Polícia Federal em Marília, Washington da Cunha Menezes, informou que, "por enquanto, o Serviço de Inteligência não encontrou indício de envolvimento de Monari com o tráfico e que o motorista do caminhão só teria feito a afirmação de participação do capitão para se livrar da blitz".Monari chegou escondido à delegacia de Marília, para escapar do contato com a imprensa. O major Caçapava, que deveria falar com os jornalistas para explicar o depoimento do capitão, saiu rapidamente do local, informando que não tinha autorização do comando da PM para dar entrevista.O capitão continua detido na Corregedoria da PM, em São Paulo, enquanto se apura a denúncia do seu envolvimento com o tráfico.

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